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Economia chilena cai 1,4% em abril, em plena segunda onda da pandemia

01/06/2021 19h42

Santiago, 1 jun (EFE).- A economia do Chile caiu 1,4% em abril em relação ao mês anterior devido ao agravamento da segunda onda da pandemia que colocou mais de 90% da população em quarentena e provocou o fechamento da maioria dos negócios não essenciais, segundo informou nesta terça-feira o Banco Central chileno.

O Indicador Mensal de Atividade Econômica (Imacec) aponta, por sua vez, para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 14,1% no cômputo anual, por conta da baixa base de comparação de abril de 2020, mês em que começaram a ser sentidos os impactos da crise sanitária e a economia despencou 14,1%.

"O que estamos vendo é que, mesmo em momentos de confinamento, nossa economia está se adaptando e isso vai permitir que essas altas taxas de crescimento se mantenham nos próximos meses", disse o ministro da Fazenda chileno, Rodrigo Cerda.

Este é o maior crescimento interanual em quase três décadas e o segundo valor positivo do ano depois de março, mês em que a economia cresceu 6,4%, após as quedas em janeiro e fevereiro (de 3,1% e 2,2 % respectivamente).

O Imacec de abril, índice que reúne 91% do PIB de bens e serviços, ficou em linha com o que os mercados esperavam, que previam grande alta anual devido à baixa marca de 2020, embora antecipassem maior queda intermensal antes do agravamento da crise de saúde.

O aumento interanual de 3,8% na produção de bens foi explicado pelo desempenho da indústria manufatureira, que cresceu 11,3% e, em menor proporção, pelo crescimento da extração de minérios, que cresceu 4,1%.

Por sua vez, a atividade comercial cresceu 33,1%, impulsionada "pelas vendas no atacado e no varejo e, em menor medida, pelo aumento do comércio automotivo", detalhou o Banco Central chileno.

O setor de serviços também registrou alta, avançando 16,3% frente a abril de 2020 devido "ao desempenho dos serviços pessoais, em especial dos serviços de saúde", embora a série com ajuste sazonal mostre queda de 2,8% frente a março.

Com mais de 1,3 milhão de infectados e mais de 29.000 mortos desde o início da pandemia, o Chile foi atingido por uma segunda onda de contágios em março e abril, que colocou o sistema de saúde do país nas cordas.

Com a chegada de maio, que trouxe uma ligeira melhora, as autoridades começaram a suspender as quarentenas, mas nos últimos dias os casos voltaram a aumentar, apesar do sucesso da campanha de vacinação realizada pelo país, que já conseguiu imunizar 52% da população-alvo com as duas doses da vacina.

A pandemia fez a economia chilena cair 5,8% em 2020 - o pior número em quatro décadas -, mas o Banco Central estima um crescimento do PIB para 2021 de entre 6% e 7%.