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OCDE projeta crescimento econômico de 6,7% para o Chile em 2021

01/06/2021 02h33

Santiago, 31 mai (EFE).- A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) previu nesta segunda-feira um crescimento de 6,7% da economia do Chile para 2021, impulsionado em grande parte por um aumento do consumo privado que deve ser promovido com políticas de apoio aos lares.

De acordo com seu relatório semestral de perspectivas econômicas, a OCDE também estima uma expansão econômica de 3,5% em 2022 e ambos os crescimentos serão sustentados por uma "recuperação do investimento, aumento dos preços do cobre, maior investimento público e condições favoráveis de financiamento".

"A inflação vai se recuperar temporariamente, impulsionada pelos preços de energia e restrições de oferta, e vai convergir para a meta de 3% até o final deste ano", destacou a organização.

O documento também assinala que o processo de vacinação do Chile, um dos mais rápidos do mundo e que já conseguiu imunizar com duas doses mais de 50% da população-alvo, "provavelmente permitirá uma reabertura completa das atividades durante a segunda metade do ano".

Apesar da rápida imunização, a OCDE lembrou que o país vive um agravamento da pandemia desde março, o que forçou a imposição de novas restrições, embora estas tenham "um impacto menor na atividade econômica" do que as medidas da primeira onda em julho de 2020.

"Agora residências e empresas se adaptaram e há amplo respaldo político", explicou a instituição.

Sobre o mercado de trabalho, o relatório indica que haverá uma recuperação gradativa apoiada em subsídios de contratação, mas que a elevada taxa de informalidade ainda será preocupante.

A pandemia da Covid-19, que já deixou mais de 1,3 milhão de infectados e 28.000 mortes no país, fez a economia chilena retroceder 5,8% em 2020, segundo o Banco Central - a pior queda em quatro décadas -, e levou o desemprego a atingir níveis recordes em julho do ano passado (13,1%).

"O fortalecimento dos serviços públicos, do seguro-desemprego e do sistema de treinamento ajudaria a todos os trabalhadores, especialmente os mais vulneráveis, a ter oportunidades adequadas", acrescentou o documento.

Quanto ao terceiro saque de 10% dos fundos de pensão, medida aprovada este ano para dar liquidez às famílias, a OCDE destacou que "diminuiu e, em muitos casos, esgotou" a poupança individual para aposentadoria e tem contribuído para agravar o futuro das contas fiscais.

Nesse sentido, a organização ressaltou que seria mais apropriado "expandir o apoio específico existente para famílias vulneráveis" e "continuar com uma agenda de reformas para prevenir o aumento da desigualdade e fortalecer a economia".

Com apenas 19 milhões de habitantes, o Chile anunciou mais de US$ 18 bilhões em assistência social desde o início da pandemia, mas os especialistas indicam que apenas cerca de um terço deste montante foi um investimento direto às famílias.

As projeções de crescimento da OCDE estão em linha com as do Banco Central chileno, que estimou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 para entre 6% e 7%, e para entre 3% e 4% em 2022.