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Comitê de Paralisação anuncia "desescalada" dos bloqueios na Colômbia

02/06/2021 04h25

Bogotá, 1 jun (EFE).- O Comitê Nacional de Paralisação (CNP), formado por organizações sociais e sindicais, garantiu que está ocorrendo uma "desescalada" dos bloqueios na Colômbia, como demonstração de boa vontade para negociar com o governo depois de 33 dias de manifestações.

Segundo Nelson Alarcón, diretor da Federação Colombiana de Educadores (Fecode), os manifestantes "diminuíram a escalada dos pontos de resistência" em pelo menos 40 localidades do país.

"Esta circunstância ocorreu para que o governo nacional hoje não tenha realmente qualquer desculpa para dizer que não assina os pré-acordos", destacou Alarcón antes de reunir-se com o Executivo em um novo encontro para tentar iniciar negociações.

O CNP é formado por sindicatos, sindicatos e organizações sociais e comunitárias, embora não represente a maior parte dos manifestantes que vão às ruas todos os dias para rejeitar as políticas do governo.

Esse órgão começou o diálogo com o governo no último dia 16 de maio com o objetivo de iniciar negociações que permitam à Colômbia sair da crise que vive devido às manifestações.

Os protestos deixaram pelo menos 20 mortos, segundo o Ministério Público, embora a ONG Temblores indique que foram registrados 43 homicídios supostamente cometidos pelas forças policiais.

Antes que Alarcón anunciasse a desescalada dos "pontos de resistência", as autoridades colombianas e os manifestantes concordaram em desbloquear alguns pontos da Via Panamericana, principal rodovia do sudoeste da Colômbia, que estava bloqueada há mais de um mês.

O anúncio foi feito pela Defensoria Pública, que detalhou seu papel de mediação para desbloquear alguns trechos da Panamericana nos departamentos de Cauca e Nariño, onde camponeses e indígenas impediram a passagem intermitentemente por várias semanas.

"Depois da instalação de uma mesa de diálogo, os camponeses cocaleiros dos municípios de El Tambo, Patía, Balboa, Argelia, Mercaderes e Florencia, em Cauca, e Leiva, em Nariño, se comprometeram a desobstruir a estrada que permanecia fechada", informou a Defensoria em comunicado.

Já em Cali, capital do departamento de Valle del Cauca e epicentro das manifestações mais violentas, a prefeitura assinou um decreto para a construção de convênios e o estabelecimento de uma mesa de diálogo para sair da crise com os manifestantes, representados pela União de Resistências de Primeira Linha.