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Putin: Rússia não quer renunciar ao dólar, mas EUA a obrigam

05/06/2021 04h02

San Petersburgo/Madri, 4 jun (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira que o país não quer desistir do dólar em suas operações internacionais, mas as sanções econômicas dos Estados Unidos a estão forçando a optar pela "desdolarização" de sua economia.

"Se você ouviu algo e pensa que queremos nos livrar do dólar como moeda de reserva ou como meio de pagamento universal, não é assim", alegou Putin em uma entrevista por videoconferência, em São Petersburgo, às principais agências de notícias internacionais, incluindo a Efe.

"(Os Estados Unidos) nos obrigam a fazê-lo, somos forçados a fazê-lo", ressaltou.

O presidente russo declarou ainda que Washington "está usando o dólar, sua moeda nacional, para aplicar várias sanções".

"Não é que o dólar americano seja ruim (...) é uma questão prática, não podemos fazer pagamentos em dólares com nossos parceiros no campo militar e técnico", explicou, além de destacar que, por causa disso, a Rússia recorreu à sua moeda nacional, o rublo, e a divisas de outros países.

Ao recorrer a pagamentos em outras moedas, segundo Putin, "um novo sistema de relações com nossos parceiros nas áreas fora do escopo do dólar" se formou.

"Por que os formuladores de políticas dos EUA estão fazendo isso? Eles estão cortando o galho da árvore sobre a qual estão sentados. Todos no mundo o veem", comentou.

A situação, para Putin, "levanta dúvidas sobre a confiabilidade das operações em dólares", que afeta as reservas de ouro não apenas na Rússia, mas em todo o mundo e "mesmo em países aliados dos Estados Unidos".