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Plano de infraestruturas é "grande passo" para competir com China, diz Biden

24/06/2021 23h01

Washington, 24 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, descreveu nesta quinta-feira o acordo recém-selado para aprovar um plano de infraestruturas avaliado em US$ 1,2 trilhão como um "grande passo" na concorrência com a China.

"Este acordo envia ao mundo um sinal de que podemos funcionar, dar resultados e fazer coisas significativas", comentou Biden na Casa Branca.

Biden disse que o pacto firmado com senadores republicanos e democratas, e que ainda precisa receber o aval do Congresso, representa "o maior investimento em transporte público da história dos EUA".

"Estamos em uma corrida com a China e com o resto do mundo pelo século XXI, e eles não estão esperando. Estão investindo dezenas de bilhões de dólares em todas as partes", analisou.

O governante acrescentou que a dúvida de muitos é se "as democracias podem competir com o que as autocracias fazem" no plano econômico, e que o novo acordo "é um grande passo" nesse aspecto.

Biden reconheceu que não pode "garantir" que o Congresso aprovará o acordo, mas deixou claro que não assinará uma lei sobre o assunto se esta não for acompanhada de outro pacote de gastos ao qual os republicanos se opõem, o que pode complicar as perspectivas do projeto.

De acordo com dados fornecidos pela Casa Branca, o plano será avaliado em US$ 1,2 trilhão ao longo de 8 anos e prevê novos investimentos em infraestruturas no valor de US$ 579 bilhões.

Entre esses novos investimentos, US$ 312 bilhões que irão para o setor dos transportes serão destinados a projetos rodoviários, pontes, ferrovias, ônibus elétricos, portos e aeroportos, entre outros.

A proposta prevê também US$ 266 bilhões em novos investimentos para "outras infraestruturas", como água, banda larga e atenuação do impacto da crise climática.

Biden disse que o plano vai permitir "a criação de milhões de empregos" na reconstrução de portos, aeroportos, pontes e estradas.

Em negociações anteriores, o presidente tinha baixado o montante do plano, que no início era de US$ 2,3 trilhões, após críticas dos republicanos por considerarem o valor excessivo.