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Tribunal espanhol abre trâmites para permitir autópsia de John McAfee

25/06/2021 04h55

Barcelona, 24 jun (EFE).- Um tribunal na Espanha iniciou os trâmites para que possa ser realizada a autópsia dos restos mortais de John McAfee, criador do famoso antivírus de computador que leva seu sobrenome, e determinar as causas de sua morte em um presídio do país.

McAfee, que tinha 75 anos, foi encontrado morto ontem em sua cela em um complexo penal na província de Barcelona, no mesmo dia em que ficou sabendo que a Justiça espanhola aprovou sua extradição para os Estados Unidos, onde é acusado de evasão fiscal.

O empresário estava detido preventivamente no presídio Brians 2, na cidade de Sant Esteve Sesrovires, onde, de acordo com as primeiras informações, teria cometido suicídio.

Como é obrigatório sempre que uma pessoa não tem morre natural, os procedimentos correspondentes são abertos para que a autópsia seja realizada e determine as causas do falecimento.

Um tribunal da cidade de Martorell, na província de Barcelona, ficou responsável pelo caso de McAfee, que foi preso em outubro do ano passado, por ordem da Audiência Nacional espanhola, quando tentava embarcar no aeroporto de Barcelona rumo a Istambul, na Turquia.

A Audiência Nacional concordou em extraditá-lo para os Estados Unidos por supostamente ocultar receitas recebidas entre 2016 e 2018.

Durante a audiência de extradição, o empresário, cuja dívida tributária nos EUA é superior a US$ 4 milhões, alegou ter pagado "milhões de dólares em impostos" e disse ter sido vítima de perseguição política por ter denunciado corrupção na agência tributária.

O criador do famoso antivírus já tinha sido preso em 2012 em Guatemala e Belize por diferentes razões, e em 2019 na República Dominicana por estar com armas a bordo de seu iate.