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Hackers que atacaram a Kaseya pedem resgate de dados de US$ 70 milhões

06/07/2021 23h29

Washington, 6 jul (EFE).- Os hackers responsáveis pelo ciberataque realizado no último fim de semana contra a companhia Kaseya, que afetou mais de 1,5 mil empresas no mundo, pedem US$ 70 milhões (R$ 355,2 milhões) para permitir que as corporações possam retomar as operações, segundo informações publicadas nesta terça-feira pela imprensa americana.

O grupo REvil, de origem russa e que vem sendo apontado por especialista como responsável pela ação, publicou o pedido do valor em um site localizado na chamada 'deep web'.

Os hackers solicitam que o pagamento seja feito através de bitcoin e garantem que se receberem o dinheiro, entregarão os códigos necessários para reabrir o acesso aos arquivos dos clientes das empresas afetadas.

O ataque contra a Kaseya, companhia de software sediada em Miami, nos Estados Unidos, aconteceu no último sábado. O alvo da ação oferece serviços para mais de 40 mil empresas em todo o planeta.

A Kaseya confirmou que sua plataforma de administração de sistemas, denominada VSA, sofreu um "sofisticado" ciberataque, mas avaliou que um "número muito pequeno" de usuários teriam sido afetados.

Nesta terça-feira, a companhia divulgou que a quantidade de clientes atingidos pela ação dos hackers teria sido de 1,5 mil.

As autoridades federais americanas já solicitaram a colaboração de todas as empresas afetadas.

"Embora a escala deste incidente faça com que não possamos responder à cada vítima individualmente, toda a informação que recebermos será útil para neutralizar essa ameaça", divulgou o FBI, por meio de comunicado.

A agência federal incentivou os afetados a denunciar se tiverem sido alvo do ataque com ransomware (um programa que sequestra dados do usuário, em troca de um pagamento para liberá-los) e seguir as recomendações que forem feitas pela Kaseya.

O ciberataque deste sábado acontece depois de outros ocorridos recentemente nos EUA, como contra a Colonial, a maior rede de oleoduto do país, e JBS, o maior processador de carne do mundo, vítimas de ações similares.