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Trabalhadores venezuelanos da área de saúde protestam por falta de pagamentos

06/07/2021 23h56

Caracas, 6 jul (EFE).- Vários grupos de trabalhadores do setor de saúde da Veneziela protestaram nesta terça-feira às portas de 15 hospitais em Caracas e em outros do interior do país para exigir o pagamento integral de seus salários.

Os manifestantes gritaram "Queremos pagamento agora!" e "Sr. ministro, chega de zombaria!" e fecharam algumas avenidas próximas aos hospitais por vários minutos, conforme visto em fotos divulgadas por sindicatos.

"Protestamos porque eles não estão cumprindo o acordo que (as autoridades) assinaram em 11 de junho e querem pagar em parcelas", declarou à Agência Efe o líder sindical Mauro Zambrano.

Zambrano explicou que um trabalhador do setor de saúde em média, ganha de US$ 3 a US$ 5, dependendo do cargo, e que com a assinatura do acerto com o Ministério da Saúde ganharia mais de US$ 30.

"Esse montante é insuficiente, mas eles têm que cumprir as suas obrigações. Eles não podem continuar zombando da cara das pessoas", criticou.

No Hospital Maternidade Concepción Palacios, no centro de Caracas, Marisol Carreño afirmou aos repórteres que eles não pararam de trabalhar desde o início da pandemia e salientou que querem um salário equivalente ao de um deputado na Assembleia Nacional. "Não podemos continuar sendo humilhados com este salário", bradou.

O protesto foi replicado em outras regiões da Venezuela. Em Aragua, o pessoal do setor se manifestou no Hospital Central em Maracay. A maioria dos manifestantes eram mulheres e exibiam mensagens com frases como "salários decentes de acordo com a realidade em que vivemos".

Os manifestantes pretendem nesta quarta-feira protestar em frente à sede do Ministério da Saúde", no centro de Caracas, e na quinta-feira eles poderiam declarar "braços cruzados", um tipo de greve durante parte do dia que os trabalhadores do setor de saúde usaram nos anos 90.

Além disso, desde o início da pandemia, os trabalhadores da área da saúde têm denunciado as condições precárias em que enfrentam o coronavírus. O total de trabalhadores do setor que morreram no país por Covid-19 é de 683, de acordo com o último relatório da ONG Médicos Unidos Venezuela.