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FMI pede respaldo do G20 para que 40% da população seja vacinada em 2021

07/07/2021 23h57

Washington, 7 jul (EFE).- A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, pediu nesta quarta-feira um maior compromisso dos países do G20 para alcançar uma taxa de vacinação mundial de 40% até 2021 e 60% até 2022.

A solicitação de Georgieva foi feita em um post de blog sobre a reunião dos dias 9 e 10 de julho em Veneza, na Itália, dos ministros de Economia e dos presidente dos Bancos Centrais dos países do G20.

Para atingir esses objetivos, a diretora-gerente do Fundo pediu uma maior troca de doses dos países ricos com o mundo em desenvolvimento; apoio para doações e financiamento para aumentar e diversificar a produção de vacinas e fortalecer o diagnóstico e tratamentos para a covid-19; bem como a eliminação de todas as barreiras à exportação de suprimentos e vacinas prontas.

Georgieva argumentou que as baixas taxas de vacinação fazem com que as nações mais pobres estejam "mais expostas ao vírus e suas variantes, prejudicando o progresso em outras partes do planeta e infligindo mais danos à economia mundial".

Além disso, considerou "essencial" se adaptar rapidamente às novas circunstâncias da pandemia, como o aumento de infecções na África Subsaariana devido à variante delta.

"O fornecimento rápido de pacotes de emergência, incluindo oxigênio, kits de teste, equipamentos de proteção individual e produtos terapêuticos, para os países em desenvolvimento da África Subsaariana e outras regiões afetadas é fundamental para proteger vidas", acrescentou.

De acordo com Georgieva, essa desigualdade na disponibilidade das vacinas, nas taxas de infecção e na capacidade de fornecer suporte levou a uma recuperação "em duas velocidades".

"É um momento crítico que requer ação urgente por parte do G20 e dos formuladores de políticas em todo o mundo", ressaltou.

Em suas últimas projeções sobre a atividade econômica mundial em abril, o FMI determinou que, embora a recuperação global esteja se acelerando, a crise da covid-19 deixou cicatrizes nos países emergentes, como a crescente desigualdade e o aumento da pobreza.

Os cálculos do Fundo apontam para um crescimento da economia mundial de 6% em 2021, cinco décimos a mais do que o calculado anteriormente, e uma expansão de 4,4% para o próximo ano, dois décimos a mais do que em janeiro.