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Cuba flexibiliza entrada de alimentos e remédios trazidos por viajantes

15/07/2021 01h52

Havana, 14 jul (EFE).- Os viajantes que chegarem a Cuba poderão levar alimentos, produtos de higiene e medicamentos sem limites a partir da próxima semana, informou nesta quarta-feira o primeiro-ministro Manuel Marrero em um momento de extrema escassez que desencadeou uma onda de protestos sem precedentes em todo o país.

A medida excepcional, aprovada com urgência pelo Ministério de Finanças e Preços, entrará em vigor na próxima segunda-feira e permanecerá em vigor pelo menos até 31 de dezembro, segundo o político.

O anúncio foi feito após uma série de protestos em várias partes do país, nos quais alguns dos manifestantes mostraram indignação com o governo devido à falta de alimentos, produtos de higiene e medicamentos e por outros problemas, como quedas de energia e falta de liberdade.

A atual legislação cubana sobre a entrada desses produtos com viajantes consiste em um complexo sistema de pontos e limites de peso que estabelece tarifas sobre itens em excesso. No caso de medicamentos, é permitido trazer para o país até 10 quilos.

A partir de segunda-feira, todas essas restrições serão eliminadas nos pontos de entrada em Cuba, exceto nos aeroportos de Cayo Coco e Varadero, disse o primeiro-ministro.

Espera-se que o efeito desta medida seja limitado, pelo menos a curto prazo, já que, devido à pandemia de covid-19, há poucos voos internacionais para Cuba.

O país viu sua endêmica crise econômica piorar com a pandemia - que abalou o setor turístico, um de seus motores -, as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos durante o mandato de Donald Trump na presidência e as medidas adotadas pelo próprio governo cubano, entre outros fatores.

Como o número de voos para Cuba foi drasticamente reduzido, houve forte impacto em relação aos itens trazidos do exterior por pessoas físicas - que em muitos casos os comercializavam no mercado negro.

No início de julho foram lançadas campanhas em Cuba e no exterior para coletar medicamentos e procurar formas de enviá-los para a ilha, que também está sofrendo seu pior momento quanto ao número de contágios por covid-19 desde o início da pandemia.