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Inflação na Argentina diminui ritmo em junho, mas se mantém elevada

16/07/2021 03h11

Buenos Aires, 15 jul (EFE).- A inflação na Argentina diminuiu ligeiramente em junho, mas permaneceu elevada, com taxa de 3,2% no mês, apesar do atraso na atualização das tarifas de serviços públicos e da desvalorização do peso.

O Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) informou nesta quinta-feira que os preços ao consumidor na Argentina subiram 3,2% em junho em relação a maio.

O resultado representa uma leve melhora na comparação com o mês anterior, quando a inflação foi de 3,3%. Já em relação a março, quando os preços subiram 4,8%, a evolução foi ainda maior. Entretanto, nos últimos nove meses o índice permaneceu acima de 3% ao mês.

Além disso, nos últimos 12 meses, até junho, a alta acumulada foi de 50,2%, e nos primeiros seis meses do ano o aumento total foi de 25,3%.

META ANUAL E ALTA DOS ALIMENTOS.

A trajetória dos preços no segmento de alimentos e bebidas continua preocupante devido a seu impacto no custo da cesta básica e no crescente nível de pobreza na Argentina.

Segundo dados divulgados nesta quinta-feira, os preços de alimentos e bebidas subiram 3,2% apenas em junho e 53,2% desde o período iniciado no mesmo mês em 2019.

Em comunicado, o Ministério da Economia alegou que "o aumento dos preços das commodities no mundo" tem um impacto "também sobre os preços dos alimentos vendidos no mercado interno".

Para a pasta, "esta inflação desordenada é um fenômeno novo e próprio da pandemia", que está "tornando difícil para outros países o cumprimento de suas metas".