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Governo da Argentina projeta crescimento de 8% do PIB para este ano

26/08/2021 20h21

Buenos Aires, 26 ago (EFE).- O ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, disse nesta quinta-feira que o país está "passando por um sólido processo de recuperação econômica" e que a projeção do governo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano foi revisada para 8%.

Na conferência virtual da 18ª edição do Conselho das Américas, Guzmán afirmou que a recuperação tem "características heterogêneas", mas "com uma clara projeção de crescimento vigoroso" para 2021.

Abalado pelos efeitos econômicos da pandemia de covid-19, o PIB da Argentina tombou 9,9% em 2020, aprofundando a recessão que começou no país em 2018.

Para 2021, o governo do presidente Alberto Fernández havia projetado no orçamento do ano uma recuperação econômica de 5,5%, que posteriormente foi atualizada para 7%.

Guzmán acrescentou que foi observado no primeiro trimestre um aumento de 38,4% nos investimentos em relação ao mesmo período no ano passado. Em relação à frente externa, o ministro apontou aumento nas reservas internacionais e nas exportações.

DÍVIDA COM FMI.

A Argentina continua a "resolver os problemas das dívidas insustentáveis", disse Guzmán sobre a reestruturação da dívida do país com credores privados em 2020.

O governo Fernández mantém abertas, desde o ano passado, negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para refinanciar uma dívida de US$ 45,52 bilhões firmada em um acordo de resgate em 2018, durante a gestão de Mauricio Macri (2015-2019).

"O entendimento de que havia uma responsabilidade compartilhada no que foi o endividamento recorde com o FMI é que procuramos resolver este problema, com base em uma negociação que dê origem a condições que a Argentina possa sustentar", declarou o ministro neste fórum, do qual participaram outros membros do governo argentino e líderes políticos da oposição.

O governo argentino pretende chegar a um acordo com o FMI sobre facilidades estendidas, com taxas de juros mais baixas e prazos de reembolso de pelo menos 10 anos.

LIMITAÇÕES.

O presidente do Banco Central argentino, Miguel Pesce, ressaltou que o país está trabalhando "intensamente" com o FMI "para buscar um mecanismo de acordo" sobre os vencimentos da dívida, "especialmente" para os próximos dois anos.

"Esperamos que possamos chegar a um acordo aceitável para a Argentina e também compreender as limitações da carta orgânica do FMI para atender situações como a da Argentina, que é a maior devedora da organização", disse.

INVESTIMENTO.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Felipe Solá, lembrou que a Argentina precisa de investimentos produtivos e destacou a importância de bons laços com os Estados Unidos neste quesito.

"Vemos os EUA como um aliado muito importante da recuperação econômica da Argentina", afirmou.

O chanceler também explicou que os objetivos de sua pasta são promover a entrada de moeda estrangeira no país através de exportações, tomar um caminho de integração social produtiva e comercial e de diálogo político com toda a região, com foco no Mercosul e na Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

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