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López Obrador apresentará reforma contra privatização do setor elétrico

01/09/2021 20h43

Cidade do México, 1 set (EFE).- O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, anunciou nesta quarta-feira durante seu terceiro relatório de governo que apresentará ao Congresso este mês uma reforma constitucional para reverter as "privatizações" no setor elétrico.

"Quanto ao setor elétrico, enviarei este mês ao Congresso uma iniciativa de reforma constitucional que permitirá reparar os graves danos que a privatização causou ao setor público", anunciou o presidente durante evento no Palácio Nacional.

No início de seu discurso, López Obrador afirmou que "a transformação está em andamento" no México e que seu governo decidiu "deter a tendência de privatização".

O presidente denunciou que os governos anteriores abriram o mercado da eletricidade "para dar preferência às empresas privadas, nacionais e sobretudo estrangeiras, com a entrega de subsídios entre outras regalias".

Em vez disso, queixou-se que as usinas da empresa de energia pública Comissão Federal de Eletricidade (CFE),"foram completamente abandonadas" e o atual governo está "modernizando as hidrelétricas para reduzir o uso de óleo combustível e carvão".

"Em suma, a meta é que tenhamos abastecimento público frequente de energia elétrica, que não haja apagões e que os consumidores paguem pela energia elétrica com tarifas mais altas do que as empresas", explicou sobre sua reforma.

A coalizão governista liderada pelo partido de López Obrador, Morena, não tem maioria qualificada de dois terços da Câmara dos Deputados e do Senado para aprovar as reformas constitucionais, por isso terá de fazer um pacto com a oposição.

O presidente López Obrador é contra a reforma energética de seu antecessor, Enrique Peña Nieto, que abriu o setor à iniciativa privada.

Ele decidiu apresentar uma reforma constitucional tendo em vista que suas leis para dar prioridade às empresas públicas de energia CFE e Pemex (Petróleos Mexicanos) estão presas nos tribunais por conta de uma avalanche de recursos das companhias privadas.

Durante a apresentação do seu terceiro relatório, que marca a metade do seu mandato, celebrou que seu governo não outorga novas concessões a empresas privadas em minas, água, hospitais, portos, ferrovias, prisões ou obras públicas, mas "o mais importante é que paramos com as privatizações no setor de energia", disse.

Ele lembrou que quer deixar de "importar" gasolina e, por isso, modernizou as seis refinarias existentes, está construindo a refinaria Dos Bocas (Tabasco) e comprou toda a fábrica de Deer Park (Texas, Estados Unidos).

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