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Mais de 7 milhões de desempregados nos EUA perderão auxílio do governo

06/09/2021 19h29

Washington, 6 set (EFE).- Mais de sete milhões desempregados nos Estados Unidos perderam o direito de receber as parcelas dos benefícios que recebiam de três diferentes programas federais de auxílio, que expiraram nesta segunda-feira.

Este grupo se junta a outros três milhões de desempregados, que deixaram de receber um subsídio de US$ 300 (R$ 1,55 mil) semanais pago pelo governo federal, embora seguirão recebendo as parcelas de benefícios pagos pelos respectivos estados.

Os três programas que venceram hoje foram iniciados cerca de um ano e meio atrás, depois que o Congresso americano aprovou um pacote de estímulo de aproximadamente US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões, em valores atuais).

As iniciativas foram prorrogadas em dezembro de 2020 e em março deste ano, mas não há expectativa da aprovação de uma nova extensão nos prazos.

Com um desses programas, que teve o benefício reduzido pela metade em dezembro passado, os desempregados dos EUA recebiam US$ 300 semanais.

Em outro, a Assistência de Desemprego na Pandemia, era oferecida uma ajuda para autônomos e pessoas com contratos independentes, entre outros. Já o Programa de Compensação de Emergência ao Desemprego na Pandemia garantia benefício às pessoas que já não recebiam mais ajuda dos estados.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, no mês passado, chegou a afirmar que os estados deveriam empregar os fundos de ajuda federal para prorrogar os programas para além desta segunda-feira, em que é comemorado o Dia do Trabalho no país. No entanto, nenhum ente federativo seguiu o apelo.

O fim dos programas acontece em meio ao avanço da variante delta do novo coronavírus, que aumentou o número de casos e de internações hospitalares no país.

No mês passado, a economia americana criou apenas 235 mil postos de trabalho, contra 1 milhão gerados no mês anterior, o que representou o menor aumento desde janeiro deste ano.

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