PUBLICIDADE
IPCA
0,87 Ago.2021
Topo

FMI chega a acordo com Equador que daria ao país acesso a US$ 800 milhões

09/09/2021 03h19

Washington, 8 set (EFE).- Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) chegou a um acordo técnico com o Equador, ainda sujeito a aprovação, que daria ao país acesso a um crédito de cerca de US$ 800 milhões (cerca de R$ 4,1 bilhões) para enfrentar "necessidades orçamentárias".

Anunciado nesta quarta-feira, o acordo foi alcançado após reuniões presenciais e virtuais que a equipe do FMI teve com autoridades do país entre 2 de agosto e 7 de setembro para concluir a segunda e a terceira revisões do programa econômico do Equador apoiado pelo Serviço Ampliado de Fundo (SAF), de acordo com um comunicado divulgado em Washington.

"O acordo está sujeito à aprovação do Conselho Executivo do FMI nas próximas semanas, condicionado à implementação pelas autoridades de ações anteriores e ao cumprimento de todas as políticas relevantes do Fundo", disse Ceyda Oner, chefe da Missão do FMI para o Equador.

Ela explicou que, uma vez concluída a revisão, "o Equador teria acesso a cerca de US$ 800 milhões".

A nota indicou que o programa econômico visa "sustentar a recuperação econômica" do Equador após a pandemia, "restaurar a sustentabilidade fiscal com equidade e gerar crescimento sustentável com empregos de alta qualidade".

Ceyda Oner observou com "satisfação" o compromisso do governo equatoriano, do presidente Guillermo Lasso, "de continuar com o programa econômico". Além disso, destacou "a rapidez" com que o Equador obteve e administrou vacinas contra a covid-19 a 9 milhões de pessoas - mais da metade da população - nos primeiros 100 dias de gestão do governante (iniciada em 24 de maio)

"Esses esforços estão ajudando as famílias e as empresas equatorianas a se recuperarem de forma decisiva da pandemia. Os esforços contínuos para garantir mais vacinas, prestar apoio às famílias mais vulneráveis e reabrir a economia apoiarão ainda mais a recuperação econômica", projeta.

Apesar da campanha de imunização, o FMI destacou que os efeitos da pandemia "ainda se fazem sentir na economia equatoriana".

"A desaceleração em 2020 foi a maior já registrada, com 7,8%", acrescentou o comunicado, prevendo que o Equador, como muitos outros países, "enfrentará incertezas significativas quanto à trajetória futura da pandemia e dos preços mundiais do petróleo".

De qualquer forma, a agência prevê um crescimento a médio prazo de 2,75% neste ano e 3,5% para 2022. EFE

lb/phg/id

PUBLICIDADE