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Putin e Lukashenko selam acordo de integração econômica de Rússia e Belarus

09/09/2021 22h24

Moscou, 9 set (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o de Belarus, Alexander Lukashenko, assinaram nesta quinta-feira um acordo sobre a integração econômica dos dois países no marco de uma ampla união estatal pactuada em 1999.

Em entrevista coletiva conjunta no Kremlin, Putin explicou que o objetivo é criar um "espaço econômico comum" que incluirá um único mercado de gás a partir de 2023.

Ainda de acordo com o líder russo, o acordo inclui a criação de mercados únicos nos campos financeiro e energético, um espaço comum de transporte e políticas comuns nos setores industrial e agrícola.

Os dois países também vão integrar seus sistemas monetários e de luta contra o terrorismo, além de harmonizar suas leis aduaneiras e fiscais.

"No final, esta integração dará um grande impulso, um estímulo ao crescimento da economia de ambos os países", afirmou Putin.

O presidente russo previu que o acordo criará empregos, beneficiará os setores comerciais dos dois países e aumentará sua capacidade de exportação.

Putin disse que os primeiros-ministros de Rússia e Belarus vão aprovar o acordo amanhã, e até o fim do ano o tratado será ratificado pelo Conselho Superior da União Estatal.

Em resposta às críticas da oposição e do Ocidente de que essa união levará à perda da soberania de Belarus, Putin alegou que a possível integração política das duas ex-repúblicas soviéticas não foi discutida hoje.

"Primeiro temos que criar uma base, uma fundação econômica. A prioridade é a economia", declarou Putin, que não descartou a criação de órgãos supranacionais no futuro.

Lukashenko havia atrasado a assinatura do acordo no final de 2019 em meio à melhora das relações de seu país com o Ocidente e com o argumento de que o acordo era prejudicial para a economia bielorrussa, especialmente no campo da energia.

As negociações aceleraram após a reeleição de Lukashenko nas eleições presidenciais de agosto de 2020, que provocou os maiores protestos antigovernamentais desde a queda da União Soviética e a condenação unânime do Ocidente em meio a acusações de fraude.

Em meio a seu isolamento internacional, Minsk tem desde então procurado vários empréstimos de Moscou, que tem defendido com firmeza Lukashenko contra as críticas de sua violenta repressão às manifestações pacíficas.

O primeiro presidente da Rússia, Boris Yeltsin, e Lukashenko assinaram o Acordo sobre a União Estatal em 8 de dezembro de 1999. EFE

io/id

(foto)

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