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Donos de bares e boates se recusam a reabrir portas na Cidade do México

10/09/2021 00h33

Cidade do México, 9 set (EFE).- As boates, bares e outros estabelecimentos de entretenimento noturno na Cidade do México estão se recusando a abrir as portas, alegando que as restrições impostas pelo governo da capital do país inviabilizam o funcionamento.

"No Diário Oficial, foi publicado que sim, poderíamos abrir, mas apenas até meia-noite. Imagine você, um bar fechando meia-noite", disse à Agência Efe Helking Aguilar, presidente da Associação Mexicana de Bares Discotecas e Centros Noturnos do México (Ambadic).

Na última sexta-feira, a prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, garantiu que a capital passaria para o sinal epidemiológico amarelo, de risco médio, com isso, os estabelecimentos poderiam voltar a funcionar após 17 meses de fechamento obrigatório.

No entanto, Aguilar, que havia classificado a decisão como "a luz no fim do túnel", afirmou que a íntegra do decreto desmotivou os empresários do setor, principalmente, por causa da restrição de funcionamento até a meia-noite.

"Não foi o que tínhamos trabalhado por tantos meses com o governo. Não é justo", disse o presidente da Ambadic.

O presidente da associação apontou que as condições são "inviáveis", já que o público, habitualmente, frequenta estes estabelecimentos a partir de 22h ou 23h.

"Se um restaurante pode abrir até as 2 da manhã, vender álcool, ter ocupação de 100% em espaços fechados, e o bar tem que fechar meia-noite, é ilógico", afirmou Aguilar.

O dirigente afirmou que o setor teve prejuízo de 320 bilhões de pesos (R$ 84,7 bilhões) devido a pandemia da covid-19, que foram fechados mais de meio milhão de postos de trabalho e que cerca de mil negócios tiveram as portas fechadas.

Para Aguilar, uma das consequências da decisão de primeiro restringir e depois limitar o funcionamento de bares, é o aumento das festas e estabelecimentos clandestinos.

Desde o início da pandemia, o México acumula 3,4 milhões de casos de infecção pelo novo coronavírus e 265.420 mortes por covid-19. Atualmente, os indicadores da terceira onda de contágio da doença vêm apresentando redução. EFE

csr/bg

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