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Rússia e Belarus assinam acordos de integração econômica

10/09/2021 15h58

Moscou, 10 set (EFE).- Os primeiros-ministros da Rússia, Mikhail Mishustin, e de Belarus, Roman Golovchenko, assinaram nesta sexta-feira um pacote de documentos para a integração econômica de ambos os países no âmbito da União Estatal.

"Temos um objetivo comum, alcançar o crescimento de nossas economias, aumentar o bem-estar dos nossos cidadãos, enquanto preservamos a soberania de nossos países independentemente da situação externa", disse Mishustin ao final da reunião do conselho bilateral de ministros em Minsk.

Assim, apoiaram o acordo político alcançado ontem à noite no Kremlin pelos presidentes da Rússia e Belarus, Vladimir Putin e Aleksandr Lukashenko, respectivamente.

"Os programas da União propõem harmonizar as nossas políticas macroeconômicas, criar as condições para o apoio não só das grandes, mas também das pequenas e médias empresas, e também a criação de novos empregos", destacou Mishustin.

Golovchenko destacou a importância de garantir "acesso irrestrito aos mercados", segurança da produção e cooperação energética e industrial.

De acordo com o ministro da Economia da Rússia, Maxim Reshetnikov, o acordo vai impulsionar o crescimento do produto interno bruto de Belarus em 1,5%.

Os 28 programas aprovados hoje, que incluem a criação de mercados únicos nos campos financeiro e energético e a harmonização das legislações tributária, aduaneira e trabalhista, buscam criar um "espaço econômico comum", explicou Putin.

Os dois países também pretendem coordenar suas políticas agrícolas e industriais, mas por enquanto descartam a criação de uma moeda única.

A este respeito, os dois chefes de Estado acordaram hoje em chegar a um consenso sobre os princípios de funcionamento e regularização do mercado único do gás antes de julho de 2022, para que entre em vigor em dezembro de 2023.

Moscou e Minsk alertaram que "ações destrutivas" do Ocidente obstruem o desenvolvimento da União Estatal, então eles também concordaram em coordenar sua resposta contra "sanções econômicas ilegítimas contra a Rússia e Belarus".

Na verdade, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, garantiu que o acordo de hoje "é a melhor resposta à política de sanções" do Ocidente.

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