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EUA anunciam pagamento de US$ 700 bilhões do pacote de estímulos

16/09/2021 23h08

Washington, 16 set (EFE).- O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira que pagou US$ 700 mil do pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão aprovado em março, de acordo com um relatório do Departamento do Tesouro.

Dessa quantia, cerca de US$ 450 bilhões foram destinados a pagamentos diretos a famílias, enquanto US$ 240 bilhões visam dar apoio fiscal a governos estaduais e locais para o combate à pandemia e acelerar a recuperação econômica.

"Embora nossa recuperação não tenha sido sem solavancos, nunca foi garantida uma recuperação nesta escala e nesta velocidade", disse a secretária do Tesouro, Janet Yellen, em comunicado. Mesmo assim, advertiu que ainda há trabalho a ser feito para assegurar que a recuperação seja "justa e forte" no longo prazo.

No relatório, o Tesouro recorda que em janeiro deste ano, antes da aprovação do plano de resgate, a economia do país perdeu força: no quarto trimestre de 2020, o PIB caiu 2% anualmente e a taxa de desemprego foi de 6,7%, com uma taxa de crescimento de cerca de 213 mil empregos por mês em média.

Segundo esses dados, até hoje o PIB cresceu 6,3% e 6,6% no primeiro e no segundo trimestres de 2021, o que, segundo o Tesouro, foi impulsionado pelo aumento do consumo, que cresceu 11,4% e 11,9%, respectivamente.

O documento ressalta que foram criados cerca de 3 milhões de postos de trabalho desde que o resgate foi assinado pelo presidente Joe Biden, com uma média de criação de 765 mil empregos nos últimos três meses.

Pouco depois de chegar à Casa Branca, Biden surpreendeu com um pacote agressivo de estímulo fiscal de US$ 1,9 trilhão aprovado pelo Congresso.

Os legisladores negociam atualmente um novo plano de US$ 3,5 trilhão para aumentar as despesas com os cuidados de saúde, cuidados infantis e de idosos, educação e mudanças climáticas, entre outras áreas, que Biden classifica como "infraestruturas humanas".

Além deste, outro pacote de US$ 1,2 trilhão, que foi aprovado no Senado e agora precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados, foca mais em infraestruturas físicas.

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