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Membro do Parlamento Europeu duvida que acordo UE-Mercosul seja ratificado

20/09/2021 19h31

Bruxelas, 20 set (EFE).- O presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, Bernd Lange, afirmou neta segunda-feira não acreditar que o acordo entre União Europeia (UE) e Mercosul seja ratificada na atual legislatura, que será concluída em 2024.

"Tenho fortes dúvidas que isso seja levado à ratificação durante este mandato legislativo", disse Lange, em entrevista coletiva feita por videoconferência.

Além disso, o presidente da Comissão de Comércio Internacional garantiu que, caso a previsão feita se confirme, a UE continuará com "diálogo estável com países do Mercosul".

O acordo de associação, o maior pacto comercial feito pelo bloco europeu, após 20 anos de complicadas negociações, abriria um mercado de 266 milhões de consumidores, que poderiam ter acesso a bens e serviços do Velho Continente a preços competitivos.

Enquanto a parte comercial da tratativa de associação com o Mercosul foi fechada em junho de 2019, e a de política e cooperação em junho de 2020, o processo de ratificação para que possa entra em vigor segue paralisado.

As razões passam, principalmente, por dúvidas da França, que realizará eleições presidenciais em abril de 2022, assim como pelo temor de vários países que integram a UE de que o Brasil não cumprirá os compromissos ambientais firmados no acordo.

Atualmente, a Comissão Europeia, órgão executivo do bloco, que negocia os tratados comerciais em nome dos 27 Estados membros, continua a revisão legal do texto do acordo, como a tradução para todas as línguas oficiais da UE.

Lange admitiu que o pacto, atualmente, está "profundamente congelado".

"Neste momento, ninguém abre a porta e o tira da geladeira", ironizou o presidente da Comissão de Comércio Internacional.

O integrante do Parlamento Europeu disse ainda que "não está claro" até que ponto o Mercosul será estável, enquanto "os países menores" do bloco estão estuando a viabilidade de negociar acordos comerciais por conta própria (como o Uruguai com a China).

"E ninguém sabe exatamente o que acontecerá no Brasil", disse Lange, sobre a situação política e econômica no país.

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