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Governo peruano solicitará empréstimo de US$ 3 bilhões, revela ministro

22/09/2021 19h15

Javier Otazu.

Nueva York (EUA.), 22 set (EFE).- O ministro de Comércio e Turismo do Peru, Roberto Sánchez, afirmou em entrevista à Agência Efe que o governo do país irá solicitar um empréstimo de, pelo menos US$ 3 bilhões (R$ 15,9 bilhões), para projetos de saúde, educação e de infraestrutura.

O titular da pasta está acompanhando o recém-empossado presidente peruano, Pedro Castillo, na primeira viagem internacional, ao México e aos Estados Unidos, em que já passaram por Washington e estão em Nova York, para participar da Assembleia Geral da ONU.

Sánchez explicou que a delegação se reuniu nos últimos dos dias com representantes do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), entre outras organizações, mas preferiu não revelar para qual delas será feito o pedido de empréstimo.

"Somos um país de expectativas, uma nação de mercados aberto, onde saudamos os 20 anos de importante crescimento, que agora pretendemos tornar mais inclusivos e pensar em educação, saúde, moradia, emprego e dignidade", afirmou o ministro.

Segundo Sánchez, o Peru é um país em que se verifica estabilidade macroeconômica e de política fiscal, o que torna "sensato" pedir o empréstimo. O ministro lembrou a previsão de crescimento em 13% do PIB nacional para este ano, embora admita que para 2022, devido a recessão, a expectativa é de que a alta seja de 3% a 4%.

O ministro reforçou na entrevista à Efe a fala do presidente, Pedro Castillo, em sessão virtual do Conselho Permanente da Organização de Estados Americanos (OEA), realizada nesta segunda-feira, em que garantiu não liderar um regime comunista.

"Aqui, não iremos expropriar nada, não devem ser criados fantasmas, nem bichos-papões", garantiu o integrante do governo, que ainda defendeu a autonomia do Banco Central peruano.

RUPTURA COM LIBERALISMO.

Sánchez, no entanto, fez questão de desmentir a imagem de governo que seguirá com preceitos liberais, que moveram a política econômica do Peru nas últimas décadas.

"O capitalismo, como o comunismo, está em crise. Não foi capaz de gerar um projeto civilizatório respeitoso com o meio ambiente ou com os direitos humanos", garantiu o ministro.

Segundo o integrante do governo liderado por Pedro Castillo, o modelo econômico "gerou precariedade e exclusão" no país.

"Não houve aqui a famosa 'mão invisível', mas sim uma 'mão mafiosa', que levou o país à sua verdadeira pandemia: a da corrupção", garantiu Sánchez.

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