PUBLICIDADE
IPCA
0,87 Ago.2021
Topo

PIB da Argentina registra recuperação interanual, mas cai no 2º trimestre

22/09/2021 05h39

Natalia Kidd.

Buenos Aires, 21 set (EFE).- O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina recuou no segundo trimestre 1,4% em relação aos três meses anteriores, apesar de ter registrado uma forte recuperação na comparação com o mesmo período em 2020, quando a economia do país sofreu um tombo histórico.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec), o declínio de 1,4% no segundo trimestre representa o primeiro desempenho negativo no indicador após três trimestres consecutivos de crescimento.

A retração ocorreu em meio às novas medidas restritivas determinadas pelo governo do presidente Alberto Fernández durante o segundo trimestre para enfrentar a segunda onda da pandemia de covid-19. Além disso, foi contabilizada uma inflação mensal de mais de 3% que afestou a recuperação do poder aquisitivo e do consumo da população.

O próprio governo reconheceu no projeto de orçamento para 2022 apresentado na semana passada ao Parlamento que os últimos dados econômicos mostraram o "impacto da segunda onda de contágios", com quedas de atividade comercial e industrial em abril e maio, embora com sinais de recuperação em junho, após a flexibilização das restrições.

FORTE RECUPERAÇÃO ANUAL

De acordo com dados oficiais, apesar da retração em relação ao primeiro trimestre, a Argentina registrou uma recuperação de 17,9% no segundo trimestre em relação ao mesmo período em 2020, completando assim dois trimestres consecutivos de crescimento do PIB em termos interanuais.

A magnitude da recuperação anual observada no segundo trimestre deve ser interpretada numa base de comparação sem precedentes, já que no mesmo período de 2020 o PIB havia sofrido uma queda histórica de 19%, afetado pelas severas restrições sanitárias impostas na Argentina.

PERSPECTIVAS DE RECUPERAÇÃO.

De acordo com dados oficiais, o PIB acumulou um aumento de 10,3% no primeiro semestre do ano.

De acordo com o projeto de orçamento 2022, a economia argentina terminaria este ano com uma recuperação de 8%, pondo fim a um ciclo de três anos de grave recessão, e cresceria 4% em 2022.

Já as projeções dos economistas privados consultados mensalmente pelo Banco Central argentino para seu relatório de expectativas são um pouco mais moderadas: de acordo com elas, a economia argentina crescerá 7,2% em 2021 e 2,5% no próximo ano.

PUBLICIDADE