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Ex-dono da Avianca busca oportunidades de investimentos na Colômbia

Germán Efromovich, antigo dono da Avianca, disse que não vai revelar em que setores está buscando oportunidades - Reprodução
Germán Efromovich, antigo dono da Avianca, disse que não vai revelar em que setores está buscando oportunidades Imagem: Reprodução

Em Bogotá (Colômbia)

24/09/2021 13h10Atualizada em 24/09/2021 13h16

O empresário boliviano naturalizado brasileiro Germán Efromovich, ex-dono da Avianca, anunciou hoje, em Bogotá, que está procurando novas oportunidades de investimento na Colômbia.

"[Estamos] acreditando na Colômbia e procurando oportunidades para continuar investindo e empreendendo na Colômbia, sem dúvida eu vou fazer isso", disse Efromovich em entrevista coletiva.

O executivo, que nasceu na Bolívia e tem nacionalidades brasileira e colombiana, explicou que não vai revelar aos concorrentes em que setores está procurando espaço.

Além da ligação com o ramo de aviação, o empresário tem investimentos em redes hoteleiras e exploração de petróleo, entre outros.

Efromovich destacou os resultados da rede Movich Hotels, da qual é sócio em oito hotéis na Colômbia. Segundo ele, a administração conseguiu se manter com inovações, apesar da pandemia do coronavírus, que atingiu duramente todos os setores da economia.

Graças às mudanças e à busca de segurança para os hóspedes, alguns hotéis conseguiram até mesmo produzir os alimentos necessários, incluindo frutas e vegetais orgânicos.

Sem força financeira para a Avianca

Efromovich perdeu o controle da Avianca Holdings em 2019 porque não conseguiu honrar um acordo de cobertura para um empréstimo à United Airlines, sediada nos Estados Unidos, que, por sua vez, entregou a administração da principal companhia aérea colombiana ao sócio minoritário Kingsland.

Perguntado se estava interessado em reinvestir na empresa, ele alegou não ter "o músculo financeiro para tentar, porque os números são consideráveis".

O executivo admitiu não saber o que vai acontecer com a Avianca e que tem pouca informação privilegiada, embora tenha reconhecido que a empresa representou uma parte significativa de sua vida como homem de negócios e como pessoa.

Por outro lado, Efromovich descartou, pelo menos a curto prazo, a possibilidade de entrar no ramo da aviação na Itália.

Apesar de ter tido interesse em comprar a Alitalia, não foi possível fechar negócio. Segundo o empresário, que não entrou em detalhes, o governo do país europeu "tomou outro caminho".

Sobre a Avianca Líneas Aéreas, que opera a marca Avianca na Argentina, ele revelou que a companhia poderia voltar a operar voos por ter chegado a um acordo com os credores.

Satisfação com absolvição

Efromovich se disse satisfeito porque na semana passada um juiz federal em Brasília o absolveu e a seu irmão, José, em uma acusação de lavagem de dinheiro.

Os executivos foram denunciados pelo Ministério Público em setembro de 2020, acusados de pagar milhões em propina para obter contratos na Transpetro.

Ele classificou as acusações como "fabricações", mas descartou processar o Estado brasileiro para receber uma compensação financeira.

De acordo com a decisão do juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília, onde o caso correu, as alegações da acusação não apresentaram provas dos crimes e, portanto, a acusação não tem "causa justa".

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