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Uruguai adota medidas para dar "competitividade" a comércios na fronteira

28/09/2021 21h58

Montevidéu, 28 set (EFE).- O abatimento no pagamento de contas e a redução de impostos foram algumas das medidas que o governo do Uruguai anunciou nesta terça-feira para dar "estímulo e competitividade" a um grande número de comércios localizados na zona de fronteira.

A informação foi anunciada pelo secretário da presidência, Álvaro Delgado, durante entrevista coletiva na qual explicou que um dos objetivos é que os uruguaios tenham preços "mais baratos" nas compras.

Neste caso, os beneficiários serão micro, pequenas e médias empresas cuja atividade é o comércio a varejo em supermercados e armazéns "em uma gama muito vasta".

Eles precisarão estar localizados a menos de 60 quilômetros dos postos de fronteira e deverão ter gerado um rendimento bruto de 20 milhões de pesos uruguaios (cerca de R$ 2,5 milhões) ou menos no último ano fiscal.

"Isto cobre cerca de 85% das empresas destas empresas varejistas em toda a zona de fronteira", disse Delgado, que se reuniu com uma delegação do Ministério de Economia e Finanças e outra do Congresso de Intendentes (chefes de governos locais).

Segundo o secretário da presidência, a abertura das fronteiras "irá gerar um possível fluxo de comércio" em um momento em que existe "uma diferença cambial significativa com os países vizinhos (Argentina e Brasil)".

Por esta razão, foi feito um trabalho sobre uma série de medidas compensatórias destinadas a tornar as empresas da zona de fronteira competitivas e a reduzir os preços dos produtos mais importantes dessa zona.

Alguns destes são abatimentos em telefonia fixa, internet, eletricidade e água, e isenção do pagamento de impostos patronais, tudo isto durante um ano. Delgado explicou que a situação será monitorada para assegurar que os benefícios cheguem aos consumidores: "Isto permitirá um melhor turismo doméstico", analisou.

Em 1º de setembro, o Uruguai abriu as fronteiras a estrangeiros com bens no país, além de uruguaios e residentes e casos excepcionais (por razões econômicas, de trabalho, diplomáticas ou familiares).

A partir de 1º de novembro, qualquer estrangeiro que tenha concluído o ciclo de vacinação (14 dias após a aplicação da segunda dose) poderá entrar no país.

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