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Presidente do Banco Mundial diz que covid pôs 100 milhões na pobreza extrema

28.dez.2020 - Movimento de consumidores nos arredores da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo - Felipe Rau/Estadão Conteúdo
28.dez.2020 - Movimento de consumidores nos arredores da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo Imagem: Felipe Rau/Estadão Conteúdo

30/09/2021 20h07

O presidente do Banco Mundial (BM), David Malpass, afirmou nesta quinta-feira que a pandemia da covid-19 "empurrou quase 100 milhões de pessoas para a pobreza extrema", sobretudo, em países em desenvolvimento, após "décadas de diminuição constante das taxas de pobreza.

O dirigente, que participou de uma conferência em Cartum, no início de uma visita de dois dias ao Sudão, garantiu que "para retomar o progresso no desenvolvimento" após a pandemia, é preciso tratar como prioridade o acesso e a entrega de vacinas contra a doença.

"Os retrocessos em desenvolvimento ameaçam a vida, o emprego, os meios de subsistência e o sustento das pessoas. Em muitos lugares do mundo, a pobreza está aumentando, os níveis de vida e as taxas de alfabetização estão diminuindo", disse Malpass, durante discurso no evento.

O presidente do Banco Mundial ainda lamentou que os avanços na "igualdade de gênero, nutrição e saúde estão retrocedendo", enquanto que, para alguns países, "a carga da dívida que já era insustentável antes da crise, está piorando".

Malpass mencionou os programas de gastos de bilhões de dólares, para recuperar a economia, lançados por governos de países ricos, enquanto os de baixa renda convivem com alta na inflação, desempregos, escassez de vacinas, de alimentos, "aprofundando ainda mais as desigualdades globais".

Segundo Malpass, os problemas dos países mais pobres do mundo com a dívida externa poderão se tornar mais profundos caso os preços das matérias primas sejam voláteis e as taxas de juros aumentem.

De acordo com o presidente, o Banco Mundial, de abril do ano passado até junho deste ano, aportou mais de US$ 157 bilhões (R$ 853,8 bilhões) para lidar com impactos sanitários, econômicos e sociais da covid-19, que classificou como "a maior crise da nossa história".

Além disso, Malpass informou que a organização multinacional financiou a obtenção de vacinas para 62 diferentes nações.

"Nosso apoio aos países mais pobres está no ponto mais alto. E enquanto ajudamos a enfrentarem a crise, também estamos trabalhando para alcançar um desenvolvimento, verde, resiliente e inclusivo", concluiu.

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