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Economia do Chile cresce 1,1% em agosto e acumula alta de 19,1% em 12 meses

01/10/2021 20h11

Santiago do Chile, 1 out (EFE).- A economia do Chile cresceu 1,1% em agosto, na comparação com o mês anterior, em meio ao relaxamento de medidas restritivas de combate à pandemia da covid-19, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira pelo Banco Central do país.

O Indicador Mensal de Atividade Econômica (Imacec), índice que reúne 91% dos bens e serviços do PIB chileno, aponta além disso para um crescimento de 19,1% na comparação com agosto de 2020, um dos maiores crescimentos no período de 12 meses registrado nas últimas três décadas.

O aumento de 1,1% na comparação com o mês anterior, significa o sexto consecutivo neste ano. De junho para julho, o avanço havia sido de 1,4%, com acumulado de 18,1% em um ano.

O indicador divulgado hoje superou a expectativa dos mercados, que apontavam para uma alta interanual de 18%.

"Todos os componentes do Imacec cresceram na comparação com o mesmo período do ano anterior, destacando as contribuições das atividades de serviço e do comércio", segundo indicou comunicado emitido pelo Banco Central.

Apenas a atividade comercial teve alta de 25,5% quando comparada com agosto do ano passado, e de 1,5% frente ao mês anterior, algo que os especialistas apontaram ter ocorrido graças às medidas econômicas impostas pelo governo para apoiar o setor.

A produção de bens, por sua vez, cresceu 10,9% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2020, impulsionado pelo setor de construção e o manufatureiro. Em contraste, o setor de mineração caiu 1,7%.

Os serviços apresentaram alta de 22,4%, o que pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho dos serviços pessoais, em particular, de educação e saúde, e, em menor medida, pelos empresariais, transporte, gastronomia e hotéis.

O Banco Central do país aumentou em agosto a projeção de crescimento do PIB em 2021, indicando que a taxa oscilará de 10,5% a 11,5%, enquanto a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) prevê alta de 9,2 % para este ano. EFE

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