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Biden admite frustração, mas crê que passará agenda no Congresso

02/10/2021 21h02

Washington, 2 out (EFE).- O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, admitiu neste sábado a frustração com as tensões dentro do Partido Democrata, mas ressaltou que divergências fazem parte do governo e disse que lutará até o fim para aprovar sua agenda econômica no Congresso.

"Todos estão frustrados. Isso faz parte do governo, estar frustrado", declarou Biden aos repórteres antes de partir para sua casa em Wilmington, onde passará o fim de semana.

Entretanto, o chefe de governo expressou mais uma vez sua convicção de que os setores de esquerda e centristas de seu partido conseguirão chegar a um acordo para aprovar os dois eixos principais de sua agenda: o plano de infraestrutura de US$ 1,2 trilhão e o pacote de gastos sociais, que, em princípio, está avaliado em US$ 3,5 trilhões.

"Não há razão para não podermos aprovar essas duas legislações. Acho que podemos fazer isso", considerou Biden, que afirmou à imprensa ter uma visão "realista". Ele lembrou que conhece bem o Congresso porque representou o estado de Delaware no Senado durante 36 anos. "Eu estive no Senado durante anos, sei como as leis são feitas", destacou.

Biden acredita que sua agenda tem o apoio do povo americano e disse que viajará pelos EUA na próxima semana para impulsionar os vários programas que ele quer passar, desde uma expansão da cobertura de saúde e educação pública para ajudar as famílias de baixa renda. "Acredito que quando o povo americano souber o que está dentro (destas leis), então seremos capazes de fazê-las avançar", considerou.

O presidente se reuniu com os democratas no Congresso a portas fechadas nesta sexta-feira e, embora não se tenha chegado a um acordo, o encontro serviu para dar mais tempo ao partido para continuar o debate.

A ala centrista do partido havia pressionado a liderança democrata a passar o plano de infraestrutura de US$ 1,2 trilhão de Biden pela Câmara dos Deputados na última quinta-feira, mas os progressistas se rebelaram e ameaçaram derrubá-lo se não houver compromissos concretos sobre o plano social.

Esse pacote, que contém as principais políticas sociais de Biden, ainda não foi aprovado por nenhuma das duas câmaras e seu conteúdo é o que está atualmente causando tensões entre democratas.

Uma das grandes questões é a quantidade de fundos a serem alocados para o plano social, que os progressistas queriam investir entre US$ 6 trilhões e US$ 10 trilhões, mas que atualmente está avaliado em US$ 3,5 trilhões, um valor que ainda é alto para alguns centristas.

Na reunião com seu partido, Biden falou sobre a possibilidade de baixar o número para entre US$ 1,9 trilhão e US$ 2,3 trilhões, de acordo com a revista "Politico", que ouviu fontes que participaram do encontro. EFE

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