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BID autoriza empréstimo para Argentina investir em ciência e tecnologia

06/10/2021 00h04

Buenos Aires, 5 out (EFE).- O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) autorizou a concessão de um empréstimo de US$ 230 milhões (R$ 1,24 bilhão) para a Argentina, para investimento em programas de ciência e tecnologia durante os próximos quatro anos.

A informação foi confirmada nesta terça-feira, em entrevista coletiva, pelo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação do país sul-americano, Daniel Filmus.

De acordo com o titular da pasta, ainda serão aportados outros US$ 47 milhões (R$ 254,7 milhões) para estes programas, o que aumentará o total do investimento feito no setor.

"Isto faz parte da Lei de Financiamento da Ciência, que foi votada recentemente e levará investimento à ciência e tecnologia a 1% do PIB, que é um objetivo que os cientistas e pesquisadores tínhamos na Argentina há muito tempo e se torna realidade hoje", afirmou Filmus.

De acordo com o chefe da Agência Nacional de Promoção Científica e Tecnológica da Argentina, Fernando Peirano, o empréstimo do BID vinha sendo negociado faz mais de um ano e tem quatro eixos principais: federalização, perspectiva de gênero, economia verde e impulso à soberania nacional.

"Foi um trabalho muito árduo de negociação, de voltá-lo aos nossos objetivos nacionais. Com isso, sabemos que não apenas temos mais recursos hoje, mas sim temos as perspectiva e uma certeza de que a prioridade que tem esse governo para a ciência, tecnologia e inovação", afirmou.

O financiamento será orientado em quatro áreas específicas, iniciando com um investimento de US$ 100 milhões (R$ 541,9 bilhões), destinado à "inovação produtiva", com a criação de novos centros tecnológicos na Argentina.

Outro investimento de US$ 91 milhões (R$ 493,2 milhões) buscará ampliar as infraestruturas nas instituições de ciência e tecnologia do país, enquanto outros US$ 60 milhões (R$ 325,1 milhões) buscarão fortalecer as capacidades produtivas, mediante a construção de novos consórcios e empresas tecnológicas.

O quarto e último investimento, que supera os US$ 35 milhões (R$ 189,6 milhões), segundo Peirano, buscara dar impulso ao "sistema científico e tecnológico", mediante o desenvolvimento de "novas unidades e centros multi-institucionais.

O chefe de gabinete da presidência argentina, Juan Manzur, destacou que os novos investimentos no setor são consequência da decisão do governo de substituir os programas sociais por "emprego genuíno e registrado". EFE

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