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Más condições levam professores a deixar carreira na Venezuela, diz opositor

06/10/2021 03h55

Caracas, 5 out (EFE).- Um dos líderes da oposição ao governo da Venezuela, Miguel Pizarro, denunciou nesta terça-feira que os professores de seu país estão deixando os empregos devido às más condições de trabalho, incluindo salários baixos, e ao fracasso dos serviços públicos, incluindo o transporte terrestre.

"A crise social, política e econômica; evidenciada, entre outras coisas, nos baixos salários, falta de seguridade social, serviços públicos deficientes e hiperinflação levaram os professores a abandonar seus empregos como professores", disse o político no Twitter, por ocasião do Dia Mundial do Professor.

Pizarro destacou que, segundo a Federação Venezuelana de Professores (FVM), mesmo antes da pandemia de covid-19, 40% dos professores haviam deixado os cargos "para sair do país ou assumir outros empregos para sobreviver".

"Os professores merecem respeito, reconhecimento, dignidade e homenagem. Eles são orgulho, desenvolvimento e futuro", acrescentou.

Os trabalhadores do setor de educação e saúde estão no centro de dezenas de protestos nos últimos anos para denunciar a falta de garantias e condições para continuar no emprego.

Os professores, em particular, também reclamam que a infraestrutura escolar é afetada por cortes nos fornecimentos de água e energia elétrica, e recentemente ressaltaram que não há condições para retomar as aulas presenciais após mais de um ano de suspensão devido à pandemia.

Embora considerem necessário o retorno dos alunos às escolas, eles denunciam que não existem medidas adequadas para evitar contágios por covid-19. EFE

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