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Pandemia eleva necessidade de construção de novas cidades na América Latina

06/10/2021 02h41

Mérida (México), 5 out (EFE).- A pandemia está tornando necessário projetar e construir novas cidades na América Latina para adaptá-las às novas necessidades, de acordo com Pilar Conesa, diretora do Smart City World Congress.

O maior evento mundial sobre o desenvolvimento das cidades abriu nesta terça-feira a sua edição latino-americana, a feira Smart City Expo Latam, com a participação de 300 palestrantes, 200 empresas e instituições representando mais de 300 cidades de 45 países.

Até a próxima quinta-feira, a feira será realizada presencialmente no Centro Internacional de Congressos de Yucatán, na cidade de Mérida, no México, e virtualmente dos dias 11 a 14.

De acordo com Conesa, esse evento tem o objetivo de gerar um debate sobre a construção, com novas abordagens e visões, de novas cidades na América Latina.

"Paris vai apresentar o modelo de cidade de 15 minutos, que significa pensar que, em uma grande cidade, todos os serviços, tanto de saúde como de educação, podem ser alcançados em 15 minutos de casa por transporte público ou bicicleta. Este é um bom exemplo de como pensar e construir cidades de uma maneira diferente", disse.

Como melhorar a mobilidade e conectar melhor as condições de moradia com as cidades é um dos grandes desafios que as cidades enfrentam, acrescentou ela.

OUTROS DEBATES.

Também no evento, o diretor da ONU Habitat para a América Latina e o Caribe, Elkin Velásquez, pediu aos países que forneçam mais recursos para conseguir a vacinação igualitária para a América Latina.

"A vacinação na América Latina e no Caribe não avançou para o nível dos países mais desenvolvidos. É importante caminhar para uma vacinação igualitária, na qual não haja lacunas e que esta vacinação não discrimine nenhuma região ou país", disse ele à Agência Efe.

Natalia Olson-Urtecho, que foi assessora de inovação durante o governo de Barack Obama, enfatizou que os Estados Unidos deveriam apostar mais na diplomacia econômica do que na militarização para acabar com seus problemas migratórios.

"A diplomacia econômica é a mais importante. Nós, como país, investimos 22% em nossos sistemas de defesa; se investíssemos 2% disso em diplomacia e mais programas no exterior, teríamos menos conflitos", argumentou.

Natural de Honduras, Olson-Urtecho disse que o presidente dos EUA, Joe Biden, está no caminho de investir mais em outros países do que em armas, mas para chegar a um ponto ótimo, será necessária uma reforma migratória.

"Devemos dar mais capital para ideias empreendedoras, para o desenvolvimento fora dos Estados Unidos. Devemos fornecer ferramentas para o empreendedorismo, para iniciar o próprio negócio. Também devemos trabalhar com os governos com programas que ajudem esta inovação", comentou. EFE

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