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Venezuela denuncia recusa de ajuda financeira do FMI ao país

06/10/2021 23h41

Caracas, 6 out (EFE).- A vice-presidente executiva da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta quarta-feira que o Fundo Monetário Internacional (FMI) se recusou a dar ajuda financeira de US$ 5 bilhões (R$ 27,5 bilhões), solicitada no ano passado para o combate ao novo coronavírus.

"A Venezuela reitera denúncia de que o FMI nega entregar a nosso povo os US$ 5 milhões corresponde ao nosso país, para lutar contra a pandemia. A razão é o veto expresso dos Estados Unidos contra a Venezuela", afirmou Rodríguez, durante a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

A vice-presidente venezuelana afirmou que o país sul-americano foi alvo de mais de 430 medidas coercitivas unilaterais, que bloquearam o comércio exterior e privado, "contra todos os princípios jurídicos de imunidade soberana".

"A Venezuela sofreu perdas que superam, apenas no setor petrolífero, mais de US$ 63 bilhões (R$ 347 bilhões)", afirmou Rodríguez.

Além disso, afirmou que as sanções, importas pelos EUA, União Europeia e outros países, provocou "drástica redução" de 99% das receitas nacionais, "com impacto inegável que se estendeu por todas as áreas, sobretudo, os setores de alimentação, saúde, transporte, comunicações e tecnologia".

"Estas medidas são crimes contra a humanidade e atentam contra o sistema internacional de garantias dos direitos humanos", completou a vice-presidente.

Rodríguez fez um apelo para que a UNCTAD de reúna, quantifique e analise os impactos macroeconômicos na Venezuela destas medidas internacionais.

"Diante dessa agressão, hoje, nosso país, mediante uma inovadora política econômica, avança na recuperação de seus equilíbrios econômicos, em uma progressiva abertura no comércio exterior, afetado também por essas sanções ilícitas", disse.

A vice-presidente disse ainda que hoje há uma recuperação nos investimentos, "sob um marco regulatório estável e de segurança, que oferece confiança necessária" a quem realiza os aportes.

O FMI confirmou a recusa de pedido de assistência financeira de US$ 5 bilhões, feito em março do ano passado. Um porta-voz da organização afirmou à Agência Efe que "o Fundo não está em condições de considerar essa solicitação".

"O compromisso do FMI com os países-membros se baseia no reconhecimento oficial do governo por parte da comunidade internacional, como é refletido na filiação. Não há clareza sobre o reconhecimento neste momento", afirmou o porta-voz.

Em 2019, cerca de 50 países reconheceram o oposicionista Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, mas dois anos depois, não há certeza de quantos mantêm o respaldo, como já reiteraram Estados Unidos e Colômbia.

Enquanto isso, Nicolás Maduro, vencedor das eleições presidenciais de 2018, permanece com o controle territorial e institucional no país. EFE

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