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Bitcoin compromete setor financeiro de El Salvador, segundo banco espanhol

07/10/2021 16h59

Madri, 7 out (EFE).- A decisão de El Salvador de adotar o bitcoin como moeda de curso legal no país "implica riscos significativos" para a economia nacional, como comprometer o sistema monetário salvadorenho, a integridade do setor financeiro e minar a capacidade de angariação de receitas do Estado, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira pelo Banco de España, o banco central do país europeu.

Em 7 de setembro, El Salvador se tornou o primeiro país do mundo onde o bitcoin é uma moeda de curso legal, juntamente com o dólar americano, de acordo com a lei aprovada em junho.

Segundo Sergio Gorjón, autor do estudo, este projeto "está rodeado de incertezas práticas que levantam dúvidas sobre a evolução da iniciativa no médio prazo", embora seja uma decisão que faz de El Salvador "um campo de ensaio para jurisdições com moedas fracas ou totalmente dolarizadas que buscam se tornar independentes do dólar americano".

O estudo explica, por exemplo, que "não é fácil determinar quem assume efetivamente o risco cambial decorrente das flutuações do bitcoin no mercado" e que "pode ser necessário, em última análise, transmitir quaisquer perdas à população sob a forma de impostos".

O texto reflete também a "incerteza" sobre "a capacidade real do mercado de se desenvolver e estar em condições de atender as necessidades dos seus potenciais utilizadores, por exemplo, através do surgimento de serviços de valor agregado sob a forma de produtos inovadores de criptoativos".

Sobre a viabilidade de tal decisão, o artigo cita problemas técnicos associados à utilização do bitcoin, como "pouco mais de 50% da população do país ter acesso à internet e a fatia de mercado dos smartphones mal chegar a 40%".

Por outro lado, a análise destaca alguns aspectos positivos ligados a esta iniciativa, como "o esforço regulamentar" feito para impedir a sua utilização "para lavagem de dinheiro ou financiamento do terrorismo". EFE

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