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Governo da Argentina negocia com empresários para conter preços dos alimentos

19/10/2021 04h01

Buenos Aires, 18 out (EFE).- O governo da Argentina iniciou nesta segunda-feira negociações com empresários para tentar conter o aumento dos preços dos alimentos, mas advertiu que se não chegar a um acordo nesta terça, vai estabelecer limites unilateralmente.

O secretário de Comércio Interior, Roberto Feletti, que lidera as negociações, disse ao final de uma reunião com empresários que o governo pretende retroagir os preços de 1.650 produtos de consumo em massa, principalmente alimentos, para o patamar de 1º de outubro do ano passado, congelando os valores até o final deste ano.

De acordo com os últimos dados oficiais disponíveis, a inflação na Argentina disparou 52,5% em setembro em relação ao mesmo mês em 2020 e acumulou alta de 37% nos primeiros nove meses de 2021.

Para o conjunto de alimentos e bebidas, foram registrados um aumento interanual de 53,4% em setembro e uma alta de 36,6% desde o início deste ano.

Feletti advertiu que nas duas primeiras semanas de outubro houve uma "aceleração dos preços" de alimentos e produtos de limpeza e higiene pessoal, com aumentos de 10% a 25%.

"Pensamos que os preços têm que voltar e se estabilizar por 90 dias, e aproveitar um cenário de maiores níveis de consumo que os empresários vão registrar em termos de quantidade, e não de preço", disse o secretário de Comércio Interior.

Feletti ressaltou que foi aberto um "período de espera" até terça-feira para se chegar a um acordo com os empresários e que, se um acordo não for alcançado até o meio-dia, o governo vai emitir uma resolução aplicando preços máximos.

Por sua vez, o presidente da Coordenadora da Indústria de Produtos Alimentícios (Copal), Daniel Funes de Rioja, declarou ao término da reunião com Feletti que cada empresa vai analisar a reivindicação do governo e dará uma resposta nesta terça.

"Não somos a favor do controle de preços, não somos a favor do congelamento de preços. Acreditamos que a inflação é multicausal e, portanto, temos que atacá-la em todas as suas dimensões", comentou Funes de Rioja, também chefe da União Industrial Argentina, a maior associação de empregadores do país. EFE

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