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OMS cobra que recuperação pós-covid gere fortalecimento das redes de saúde

19/10/2021 14h16

Genebra (Suíça), 19 out (EFE).- O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez um apelo nesta terça-feira para que a recuperação global, posterior à pandemia da covid-19, também venha acompanhada de um fortalecimento das redes sanitárias e de extensão da cobertura de saúde universal.

Hoje, a agência publicou um manifesto a favor da cobertura sanitária universal e a construção de redes de atendimento mais fortes, depois de uma pandemia "que mostrou que a saúde não é um luxo, mas sim a base da estabilidade social, econômica e política", conforme afirmou Tedros.

"Embora a pandemia nos tenha tirado muitas coisas, também nos dá a oportunidade de construir um futuro mais saudável e seguro", garantiu o diretor-geral da OMS, na apresentação do manifesto aos diretores regionais da organização e ministros da Saúde de diversos países do planeta.

O documento pede aos governos, entre outras coisas, que invistam mais na atenção primária, fortaleçam a preparação para futuras crises, como a causada pela covid-19 e promovam o desenvolvimento de pesquisas e da inovação no setor.

"A pandemia mostrou, claramente, que quando a saúde está em risco, tudo mais também fica em perigo, e que é mais urgente do que nunca apoiar aos países para que instaurem a cobertura sanitária universal", garantiu Tedros.

O diretor-geral da OMS ainda destacou que ter sistemas de saúde sejam fortes e robustos, diante da ocorrência de crise, "requer profissionais bem formados e bem pagos".

O diretor da OMS para Emergências, Mike Ryan, lembrou que, no caso da pandemia da covid-19, parte das pessoas que morreram tinham problemas de saúde anteriores, e, em muitos casos, não receberam atendimento primário adequado.

"Isso demonstra que o sistema de saúde é muito importa para garantir que a população esteja saudável e, com isso, mais resistente, diante de possíveis ameaças, como a causada pela covid-19", disse o integrante da agência. EFE

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