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Biden quer diplomacia para chegar a acordo sobre imposto mínimo global

Presidentes dos Estados Unidos e França, Joe Biden e Emmanuel Macron, em Roma, durante reunião do G20 - Kevin Lamarque/Reuters
Presidentes dos Estados Unidos e França, Joe Biden e Emmanuel Macron, em Roma, durante reunião do G20 Imagem: Kevin Lamarque/Reuters

30/10/2021 18h32

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, defendeu neste sábado o uso da diplomacia como instrumento para chegar a um acordo com outros líderes mundiais visando a adoção de um imposto mínimo global sobre as empresas de pelo menos 15% como medida para alcançar um sistema tributário mais justo e evitar que as companhias se beneficiem de regimes fiscais complacentes.

Em sua conta oficial no Twitter, Biden disse que este pacto "é mais do que um simples acordo tributário", pois é um exemplo de como "a diplomacia está remodelando a economia global e proporcionando benefícios à população".

"Aqui no G20, líderes que representam 80% do PIB mundial, tanto aliados como concorrentes, deixaram claro seu apoio a um imposto mínimo global forte. Isso é mais do que apenas um acordo tributário: é a diplomacia que está remodelando nossa economia global e entregando benefícios ao nosso povo", disse o democrata.

Esse apoio público ao multilateralismo é totalmente diferente da posição de seu antecessor, o ex-presidente Donald Trump, que criticou a diplomacia ao longo de seus quatro anos na Casa Branca.

Quem também aplaudiu o uso da diplomacia para chegar a este acordo foi o primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, líder do G20 deste ano.

"Está claro que o multilateralismo é a melhor resposta para todos os problemas que enfrentamos hoje. Em muitos aspectos, é a única resposta possível", disse Draghi em seu discurso de abertura da cúpula.

Segundo fontes familiarizadas com o acordo firmado hoje, a adoção de um imposto mínimo global, que será adotado até 2030, segue o caminho já traçado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de um sistema baseado em dois pilares.

O primeiro estabelece que o volume do lucro residual das empresas - aquele que sobra depois que o país onde a sede está localizada ter mantido o imposto correspondente a 10% da rentabilidade - será distribuído entre os países onde as empresas operam, e o segundo estabelece uma taxa mínima de imposto de 15% para as empresas com faturamento de pelo menos 750 milhões de euros.

Em 8 de outubro, a OCDE informou que 136 países e jurisdições, que cobrem mais de 90% do PIB mundial dos 140 que participam das negociações, concordaram que o valor para o primeiro pilar deveria ser de 25% do lucro residual.

A cúpula começou hoje com uma sessão dedicada à economia e saúde globais e terminará amanhã com uma entrevista coletiva de Draghi, que resumirá os acordos alcançados em questões como tributação, pandemia, recuperação econômica e mudança climática.

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