PUBLICIDADE
IPCA
1,25 Out.2021
Topo

AIE vê preço da energia em "zona de perigo" para países emergentes

24/11/2021 20h22

Paris, 24 nov (EFE).- O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou nesta quarta-feira que os preços atuais do combustível entraram na "zona de perigo" para a maioria das economias emergentes na América Latina, na Ásia e na África.

Em entrevista coletiva virtual, o dirigente turco disse que a situação coloca um fardo sobre os consumidores e as empresas e "uma pressão adicional sobre a inflação em um período em que a recuperação econômica é desigual e ainda enfrenta certos riscos".

Birol insistiu para que o aumento dos preços não seja atribuído ao compromisso com uma transição ecológica.

A forte recuperação da economia mundial, que segundo ele coloca muita pressão sobre a cadeia de abastecimento no mercado da energia, é o principal fator, mas Birol também culpou os principais fornecedores de petróleo e gás pela criação de uma "tensão artificial" nos mercados globais.

"Os países da Opep+ fazem parte da economia global. Penso que todas as nações e governos gostariam de assistir a uma recuperação equilibrada. Espero que em futuras reuniões levem isto em conta e tomem medidas suficientes para ajudar a fazer baixar os preços", acrescentou.

As observações de Birol chegam um dia depois de os Estados Unidos terem anunciado a maior redução das suas Reservas Estratégicas de Petróleo até o momento, 50 milhões de barris, como parte de uma aliança coordenada com China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido para reduzir os preços dos combustíveis.

O representante da AIE assinalou que esta iniciativa não é "uma resposta coletiva" da sua organização, que intervém em caso de grande perturbação do mercado.

No passado, segundo detalhou, a intervenção foi feita em três ocasiões: em 1991, devido à Guerra do Golfo; em 2005, após o furacão Katrina nos EUA, e em 2011, como resultado da guerra civil líbia.

Birol considera também que um aumento das exportações de gás da Rússia para a Europa poderia trazer "alívio" ao mercado energético europeu.

"A nossa análise mostra que a Rússia pode facilmente aumentar as suas exportações para a Europa em cerca de 15%, o que poderia confortar significativamente o mercado europeu do gás", concluiu o dirigente. EFE

PUBLICIDADE