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Governo exigirá teste negativo de passageiros de voos para Portugal

25/11/2021 19h19

Lisboa, 25 nov (EFE).- Portugal exigirá a partir de 1º de dezembro um teste negativo de coronavírus de todos os passageiros que entrarem no país por via aérea, mesmo que tenham um certificado de vacinação, e endurecerá as sanções para as companhias aéreas que deixam entrar pessoas a bordo sem um teste.

A medida foi anunciada nesta quinta-feira em entrevista coletiva pelo primeiro-ministro português, António Costa, que afirmou que as penalizações para as companhias aéreas serão aumentadas para 20 mil euros por passageiro ou até mesmo a suspensão da licença de voo de um passageiro em território nacional.

O governo reforçará os controles nos aeroportos e utilizará empresas de segurança privadas para verificar sistematicamente se todos os passageiros cumprem as regras. Atualmente, o procedimento é feito de forma aleatória.

Os testes de voo obrigatórios fazem parte do pacote de medidas anunciado pelo governo para enfrentar a quinta onda de contágios, que reforça a utilização de máscaras, testes e certificados digitais.

"Temos de estar permanentemente vigilantes e acompanhar a evolução da situação e procurar antecipá-la quando possível para controlar a pandemia", disse Costa.

O governo recomenda o trabalho remoto e obriga o uso de máscaras em todos os espaços fechados. Além disso, será exigido um certificado digital para entrar em restaurantes, estabelecimentos turísticos e eventos com lugares marcados e academias.

Além do certificado digital, será também exigido um teste negativo para visitar asilos e hospitais, grandes eventos e locais esportivos, boates e bares.

O governo reforçará as medidas após o Natal, para evitar que as reuniões familiares provoquem uma escalada de infecções, como aconteceu no ano passado.

Por este motivo, entre 2 e 9 de janeiro - a "semana do contágio", disse Costa - será obrigatório o trabalho remoto, as escolas serão fechadas e as boates também.

O país também passará a partir de 1º de dezembro para um estado de calamidade, um passo abaixo da emergência, a fim de ter o marco legal necessário para poder implementar todas as medidas anunciadas. EFE

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