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Associação alerta para impacto de medida econômica da Argentina no turismo

29/11/2021 23h51

Cidade do Panamá, 29 nov (EFE).- A Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA) afirmou nesta segunda-feira que a proibição emitida pelas autoridades econômicas da Argentina sobre a utilização de cartões de crédito para pagar em prestações a compra de passagens aéreas e outros serviços turísticos no exterior "atinge duramente a já enfraquecida indústria de viagens e turismo".

A ALTA, que tem sede regional na Cidade do Panamá, expressou "profunda preocupação" com esta medida, informada pelo banco central da Argentina.

A associação destacou que a medida estabelece que, "a partir de 26 de novembro de 2021, os emissores de cartões de crédito financeiros e não financeiros não devem financiar em prestações as compras efetuadas por cartões de crédito dos seus clientes - pessoas singulares e coletivas - para passagens para o exterior e outros serviços turísticos".

"Esta medida repentina e abrupta atinge duramente a já enfraquecida indústria de viagens e turismo, e representa um obstáculo adicional para os cidadãos do país que desejam ou devem viajar para o exterior", argumentou.

A entidade enfatizou que a Argentina "é um país extremamente atraente para o turismo" e que em 2019, antes da pandemia, a indústria de viagens e turismo gerava recursos equivalentes a 9,4% do produto interno bruto (PIB) e 7,6% dos postos de trabalho.

"Esta medida, associada às restrições de viagem existentes que ainda não proporcionam certeza e confiança para a eventual entrada de passageiros após 2022, terá um impacto altamente negativo no bem-estar socioeconômico do país", advertiu.

A associação pediu às autoridades argentinas para que "considerem as consequências negativas desta medida e trabalhem em conjunto com a indústria em medidas que gerarão benefícios para o país sul-americano".

ALTA é uma organização privada, sem fins lucrativos, cujas companhias aéreas membros representam mais de 86% do tráfego aéreo comercial da região, de acordo com os dados da entidade. EFE

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