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PIB da Argentina sobe 4,1% no terceiro trimestre e 11,9% em um ano

16/12/2021 21h35

Buenos Aires, 16 dez (EFE).- O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrou aumento de 4,1% no terceiro trimestre do ano em comparação com o segundo, informou nesta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), que destacou os aumentos do consumo público e privado e das exportações e a queda da formação bruta de capital fixo (investimentos).

De acordo com os dados oficiais, a Argentina teve no terceiro trimestre uma recuperação da queda de 0,9% no segundo trimestre de 2021, o que mostrou o impacto total das restrições à mobilidade estabelecidas pelo governo para enfrentar a pandemia da covid-19.

Enquanto isso, a Argentina registrou uma recuperação ano a ano de 11,9% no terceiro trimestre do ano, alcançando desta forma três trimestres consecutivos de crescimento do PIB em termos homólogos, e acumulado nos primeiros nove meses do ano a recuperação de 10,8% em relação ao mesmo período de 2020.

Esta melhoria do nível de atividade vem depois do colapso econômico de 9,9% registrado em 2020, devido aos efeitos da covid-19 na economia, que aprofundou uma recessão de três anos.

O relatório oficial indica que nos componentes da procura agregada, foi registrada uma variação positiva no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre de 3,4% no consumo público, 2,8% no consumo privado, 7,3% nas exportações de bens e serviços, mas uma queda de 1,2% na formação bruta de capital fixo.

O relatório acrescenta que no terceiro trimestre houve aumento das importações de 1,7% pelo lado da oferta global.

Por setores, destacam-se os acréscimos anuais de atividade em outros serviços comunitários, serviços sociais e pessoais (81%), hotelaria e restaurantes (59,8%), pesca (34,7%) e construção (25,2%).

Entre os retrocessos em relação ao ano anterior, observou-se a agropecuária, a caça e a silvicultura (-0,8%), enquanto a intermediação financeira manteve-se inalterada.

A economia argentina está em recessão há três anos, com queda do PIB de 2,6% em 2018, 2,1% em 2019 e 9,9% em 2020.

O levantamento de expectativas do Banco Central argentino indica que a economia do país crescerá 9,7% este ano, após avançar 1,5% no quarto trimestre, enquanto a Argentina continuará crescendo 2,5% em 2022 e em 2023, 2,1%. EFE

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