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Argentina conversa com FMI sobre reprovação do orçamento para 2022

18/12/2021 04h49

Buenos Aires, 17 dez (EFE).- O presidente da Argentina, Alberto Fernández, conversou nesta sexta-feira com a diretora administrativa do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, sobre a reprovação do orçamento para 2022 na Câmara dos Deputados para as negociações da dívida e se comprometeu a continuar trabalhando para a concretização de um acordo.

"Ambos reconhecemos o problema inesperado da rejeição do orçamento, mas nos comprometemos a continuar trabalhando totalmente concentrados em chegar a um acordo que não comprometa a continuidade da recuperação econômica inclusiva", escreveu Fernández no Twitter sobre a conversa que teve com a chefe do FMI.

A Argentina vem negociando desde o ano passado para refinanciar dívidas derivadas do empréstimo assinado durante o mandato de Mauricio Macri, de 2015 a 2019, pelo qual deve pagar, entre capital e juros, US$ 19,02 bilhões no próximo ano, US$ 19,27 bilhões em 2023 e US$ 4,856 bilhões em 2024. Segundo o governo, o país não está em condições de cumprir esses compromissos, dados os seus graves desequilíbrios macroeconômicos.

O orçamento de 2022 não obteve aprovação nesta sexta-feira na Câmara dos Deputados, após uma sessão muito longa. Ficou evidente a fraqueza do partido governista no Congresso após sua derrota nas eleições legislativas de novembro.

O texto projetado pelo governo peronista com as contas do próximo ano obteve 121 votos a favor, 132 contra e uma abstenção. O documento previa um crescimento de 4% do produto interno bruto (PIB) e uma inflação anual de 33%, e que pressupunha que o país chegaria a um acordo com o FMI e não teria que pagar seus vencimentos de dívida em 2022

Georgieva também usou o Twitter para descrever a conversa com Fernández como muito boa para avançar no trabalho para garantir uma recuperação sustentável para a Argentina. "Nossas equipes estão totalmente comprometidas em continuar trabalhando para um programa do FMI", escreveu a chefe do FMI. EFE

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