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López Obrador alerta sobre futuro "domínio econômico e comercial" da China

21/12/2021 20h51

Cidade do México, 21 dez (EFE).- O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, alertou nesta terça-feira sobre o "domínio econômico e comercial" que a China pode ter daqui a 30 anos e pediu um fortalecimento da integração comercial nas Américas.

"Em 2050, se não houver um fortalecimento das economias da América do Norte e da América, a China terá domínio econômico e comercial do mundo, e nós não consideramos isso conveniente", disse o presidente mexicano em entrevista coletiva.

López Obrador fez essa declaração depois de ser questionado sobre o "Plano México" que o secretário de Finanças, Rogelio Ramírez de la O, promoveu nos Estados Unidos para melhorar a integração comercial do continente e atrair empresas que estão agora na China.

O presidente mexicano já havia destacado o poder da economia chinesa na Cúpula de Líderes da América do Norte realizada em Washington, em novembro, quando comentou que o país asiático "domina 14,4%" do mercado mundial, enquanto México, Estados Unidos e Canadá respondem, juntos, por apenas 13%.

Por isso, ele reiterou agora que "esse plano deve ser promovido", porque "se a economia da América do Norte não for fortalecida, em 30 anos a China dominará completamente a economia e o mercado mundial".

"Independentemente da questão econômica e comercial, não queremos hegemonia de nenhum país porque, se não houver equilíbrio, vão querer resolver essas disparidades com o uso da força, com a guerra", acrescentou.

De acordo com ele, o objetivo do Plano México é promover a substituição de importações.

"Inclui até mesmo investimentos e créditos para substituição de importações para incentivar o desenvolvimento industrial, não se trata apenas de empresas que estão na China vindo para o México ou América do Norte, mas é um plano com incentivos", explicou.

López Obrador esclareceu que "não se trata de fechar nossas economias ou a região ao comércio internacional, nem de criar tarifas sobre produtos estrangeiros, muito menos de guerras comerciais". EFE

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