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Centenas de voos com origem ou destino na China são cancelados ou atrasados

27/12/2021 12h53

Pequim, 27 dez (EFE).- Quase 2 mil voos foram cancelados e outros 2,7 mil acumulam atrasos nesta segunda-feira, centenas deles com origem ou destino em aeroportos da China, cujas autoridades não informaram se o fenômeno se deve à aplicação de novas medidas de controle sanitário nem revelaram outros motivos até o momento.

O portal especializado "FlightAware" informa que os cancelamentos aumentaram para 1.954 (um terço nos Estados Unidos) e os atrasos chegaram a 2.693.

Por companhias aéreas, as duas mais afetadas são a China Eastern, com 400 operações canceladas e 62 atrasos, e a Air China, que cancelou 193 voos e atrasou outros 23, seguidas por Skywest, Lion Air e United. A também chinesa Shenzhen Airlines suspendeu 72 operações e acumula 17 voos atrasados.

Por origem, o aeroporto com mais cancelamentos é o internacional de Jacarta (72), seguido pelo de Pequim Capital (71), Shenzhen Bao'an (46) e Shanghai Pudong (45). Também estão na lista os de Kunming (40), Nanquim (40), Guangzhou (38), Pequim Daxing (32) e o da cidade de Xian (29), o epicentro do último surto de coronavírus na China.

Em termos de cancelamentos por destino, os voos para o aeroporto de Pequim Capital (71) estão em primeiro lugar, seguidos pelos de Jacarta (70), Seattle-Tacoma (58), Shanghai Pudong (45), Shenzhen (43), Kunming (41) e Nanquim (40).

O surgimento da variante ômicron do coronavírus causador da covid-19 resultou no aumento das medidas de contenção e dos protocolos de segurança na maioria dos países, incluindo em alguns casos o fechamento de fronteiras ou o endurecimento dos requisitos de entrada, o que teve um forte impacto no transporte aéreo.

No caso da China, que tem uma política de tolerância zero em relação ao vírus e reforçou as fronteiras, os controles, quarentenas e requisitos para entrar no país já eram draconianos e foram intensificados com a aproximação dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, que começarão em fevereiro.

Contudo, nem as autoridades de transporte do país nem a imprensa oficial divulgaram até agora qualquer informação sobre alterações nos protocolos ou cancelamentos de voos, exceto para operações no aeroporto no centro de Xian, cujos 13 milhões de habitantes estão rigidamente confinados desde quinta-feira devido a um surto.

A China não confirmou nenhum caso local de ômicron, mas confirmou vários casos desta variante "importados" de outros países. De acordo com dados oficiais, desde o início da pandemia, a China totaliza 101.277 casos positivos do novo coronavírus e 4.636 mortes. EFE

lcl/vnm

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