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Rússia diz seguir de perto situação dos mercados após sanções dos EUA

23/02/2022 14h50

Moscou, 23 fev (EFE).- O Ministério das Finanças da Rússia indicou nesta quarta-feira que segue de perto a situação dos mercados, após as sanções impostas pelos Estados Unidos às transações com títulos da dívida soberana do país do Leste Europeu, e completou que adotará medidas em prol da estabilidade financeira.

"Com o objetivo de ajudar a fortalecer a estabilidade no mercado de dívida russo, as decisões sobre a colocação de bônus nas próximas semanas serão tomadas levando em conta as condições do mercado", apontou a pasta, por meio de comunicado.

O Ministério das Finanças informou que o Tesouro dispõe de um "montante importante de fundos disponíveis temporariamente", de 4,5 trilhões de rublos (R$ 287,4 bilhões), frente aos 2,2 trilhões de rublos (R$ 140,5 bilhões), que se espera arrecadar no mercado em 2022.

"Isso permite um enfoque flexível no calendário de colocação de títulos", detalhou a pasta.

Além disso, as Finanças informaram que, para enfrentar os riscos de vendas forçadas, valores governamentais por parte de certos investidores estrangeiros, a colocação de bônus, depois de 22 de fevereiro, será feita mediante a emissão de novos títulos registrados antes dessa data.

"O Ministério das Finanças da Rússia, junto com o Banco Central da Rússia, seguirá monitorando de perto da situação nos mercados financeiros e, se for necessário, tomará medidas adicionais para fortalecer a estabilidade financeira", aponta comunicado.

Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou um primeiro pacote de sanções contra a Rússia, em resposta ao "início da invasão russa da Ucrânia".

"Estamos implementando sanções de bloqueio abrangentes contra as duas principais instituições financeiras da Rússia, o VEB (um dos maiores bancos de investimento e desenvolvimento) e seu banco militar", disse Biden.

Os EUA também vão implementar "sanções abrangentes sobre a dívida soberana russa".

"Isso significa que cortamos o financiamento ocidental para o governo russo", afirmou.

A medida foi resposta à formalização do reconhecimento da independência das repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, e a autorização do envio de tropas para Donbas, menos de 24 horas depois do presidente russo, Vladimir Putin ter feito um pedido a respeito ao Parlamento nacional. EFE