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G7 restringe vendas de ouro da Rússia e reduzirá dependência energética

24/03/2022 19h50

Bruxelas, 24 mar (EFE).- Os países do G7 decidiram nesta quinta-feira limitar a capacidade do Kremlin de contornar as sanções impostas como resposta à guerra na Ucrânia através das vendas de ouro, além de se comprometerem a reduzir a dependência em relação aos combustíveis fósseis procedentes da Rússia.

Estes são dois dos acordos firmados pelos sete países mais industrializados do mundo (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) na reunião em Bruxelas, que ocorreu depois da cúpula de líderes da Otan e antes do encontro de chefes de Estado e governo da União Europeia, para o qual foi convidado o presidente dos EUA, Joe Biden.

Em comunicado, os líderes de Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Japão se comprometem a tomar medidas para limitar a capacidade do Kremlin de "minar ou mitigar o efeito" das sanções impostas até agora.

Neste contexto, os países do G7 asseguram que controlarão a "plena aplicação" das medidas de retaliação tomadas contra Moscou e se coordenarão para impedir que o regime de Putin os contorne, principalmente através de transações de ouro do Banco Central da Rússia.

"Estamos prontos para aplicar medidas adicionais, se necessário", observaram os sete países no comunicado, no qual asseguram que continuarão a agir como um só, como têm feito até agora.

Os líderes do G7 afirmam no texto que continuarão a avançar no sentido de "reduzir a dependência da energia russa" e que "apoiarão ativamente" os países que pretendam reduzir as suas compras de petróleo, gás ou carvão russo.

Nesta linha, exortam os países produtores de combustíveis fósseis a "agir responsavelmente" e "aumentar as suas ofertas nos mercados internacionais". Segundo o G7, os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) "têm um papel fundamental a desempenhar".

"Continuaremos trabalhando com eles e com todos os parceiros para assegurar um abastecimento energético global estável e sustentável", disse o G7 em comunicado, no qual também ressaltou que "esta crise reforça a sua determinação para alcançar as metas" dos acordos climáticos de Paris e Glasgow.

Os países do G7 também expressam "solidariedade" a todos os que "têm de suportar o preço crescente" da guerra "unilateral" do presidente russo, Vladimir Putin, que "compromete a recuperação econômica global", prejudica as cadeias de abastecimento internacionais e "os países mais frágeis".

"Instamos a comunidade internacional a agir, reconhecendo plenamente a responsabilidade da Rússia e protegendo os países mais vulneráveis", afirmam. EFE