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Ministros do G7 rejeitam exigência russa sobre pagamentos por energia

28/03/2022 20h33

Berlim, 28 mar (EFE).- Os ministros da Economia dos países que integram o G7 concordaram nesta segunda-feira em classificar como "inaceitável" a exigência do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de que o fornecimento de gás e outras fontes de energia sejam pagos em rublos.

"Todos os ministros concordaram que exigir o pagamento em rublos constitui uma violação dos contratos vigentes. Um pagamento em rublos é inaceitável, e pedimos as empresas que recusem o pedido de Putin", disse o ministro da Economia da Alemanha, Robert Habeck, após uma reunião por videoconferência com os outros titulares de pasta.

Neste ano, a Alemanha exerce a presidência rotatória do grupo de países que reúne as sete principais economias do planeta.

Habeck ainda disse após o encontro que a exigência de Putin pode ser vista como um sintoma de que as sanções impostas ao banco central russo, que impedem o comércio de divisas com outros países, estão deixando Moscou em dificuldades.

"A exigência de Putin de que o gás seja pago em rublos é uma prova de que ele está contra a parede", afirmou o ministro.

A Alemanha foi um dos países que mais resistiu a incluir o setor energético nas sanções contra a Rússia, pela guerra na Ucrânia. Ao todo, 55% do gás consumido é importado da antiga república soviética.

Por causa disso, Habeck admitiu nesta segunda-feira que existe a necessidade de buscar alternativas.

"Temos que romper a dependência do gás, do petróleo e do carbono russo. A Rússia já não é um fornecedor confiável e, além disso, está criando turbulências geopolíticas" disse o ministro alemão.

Questionado se a Alemanha estava preparada para uma eventual interrupção no fornecimento de gás russo, o Habeck disse que havia planos "para qualquer cenário, não só agora, mas também desde o fim do ano passado". EFE