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Abdo Benítez afirma que 2022 "não é um bom ano para pedir aumento salarial"

31/03/2022 21h51

Assunção, 31 mar (EFE).- O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, disse nesta quinta-feira que este "não é um bom ano para pedir aumentos salariais", e destacou que o país vive uma recuperação econômica após dois anos "difíceis" devido ao impacto da pandemia.

Consultado por jornalistas, o mandatário manifestou a sua preocupação com um projeto de lei para aumentar os salários de um grupo de funcionários do sistema judicial, e quando os representantes dos trabalhadores propõem um reajuste de 30% do salário mínimo.

Abdo Benítez alertou que estão em tramitação no Congresso alguns projetos de lei que reduzem a arrecadação e aumentam os gastos do Estado.

"Temos uma combinação muito perigosa para a economia paraguaia, que é queda de renda e aumento de gastos rígidos com salários e outras coisas", argumentou o presidente.

Ele estimou que a queda na receita e o aumento nos gastos chegariam a cerca de US$ 400 milhões.

O presidente advertiu para o "risco" que os aumentos salariais acarretariam para o país em um momento de recuperação econômica após "dois anos de difíceis arrecadações" em consequência do impacto das medidas sanitárias impostas pela pandemia.

"Não é um bom ano para pedir aumentos, mesmo que talvez os pedidos que existem possam até ser justos", disse.

Em 2021, Abdo Benítez aprovou por decreto um aumento de 4,4% do salário mínimo, que era de 2.289.324 guaranis (cerca de US$ 334) e o salário mínimo de 88.051 guaranis (US$ 12,76).

O Paraguai revisa seu salário mínimo com base nas variações do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). EFE