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México busca aumentar produção de alimentos básicos para combater inflação

04/05/2022 16h52

Cidade do México, 4 mai (EFE).- O governo do México anunciou nesta quarta-feira que aumentará a produção de alimentos básicos como milho, arroz e feijão como parte do plano para enfrentar a alta inflação, segundo informou o secretário de Finanças e Crédito Público, Rogelio Ramírez de la O.

"Estamos apresentando esse aumento na produção de grãos para empresas privadas como mais uma contribuição dos programas que já estão no orçamento do governo federal. E estamos focando em milho, feijão e arroz", detalhou o ministro durante a coletiva de imprensa matinal do Palácio Nacional.

Ramírez acrescentou que a meta de produção desses insumos está sendo elevada "porque estamos adicionando fertilizantes".

O secretário mexicano especificou que o plano geral anti-inflacionário composto por 17 pontos visa garantir preços justos para os produtos da cesta básica.

O plano, segundo disse, tem quatro eixos que incluem produção, distribuição de alimentos, comércio exterior e outras medidas.

No caso da produção, segundo afirmou, o preço da gasolina e do diesel está se estabilizando, além do esperado aumento da produção de grãos por meio do programa Semeando Vida e Produção para o Bem-Estar, e também com o uso de fertilizantes.

Ao todo, a estimativa é que mais dois milhões de toneladas de grãos sejam produzidos com o programa Produção para o Bem-Estar, além de mais 800.000 toneladas graças ao programa de reflorestamento Sembrando Vida.

"A entrega de fertilizantes é parte integrante dessa estratégia e como parte disso estamos eliminando também a cota compensatória para importação de sulfato de amônio", detalhou.

No caso da distribuição, o ministro destacou que está previsto aumentar a segurança nas rodovias para evitar o roubo de alimentos, além de não aumentar o custo do pedágio.

Nesse sentido, explicou que o governo também efetuará uma isenção da guia de remessa pelo Serviço de Administração Tributária (SAT) a quem fornecer os referidos produtos e que o preço das passagens ferroviárias não será aumentado.

Sobre as medidas no comércio exterior, o secretário disse que haverá desoneração tarifária para quem exporta esses alimentos e insumos.

Por sua vez, o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, frisou que essas medidas foram acompanhadas por empresários como Carlos Slim, que se ofereceu para não aumentar o preço das tarifas telefônicas.

"Quero agradecer a colaboração dos empresários, comerciantes porque aceitaram participar voluntariamente e isso ajuda a todos nós", declarou.

A inflação encerrou a primeira quinzena de abril em 7,72% na comparação com o mesmo período do ano anterior, seu nível mais alto em 21 anos. EFE