Fernández encerra visita à UE oferecendo Argentina como parceira energética
Paris, 13 mai (EFE).- Na breve viagem que o levou a Madri, Berlim e que terminou nesta sexta-feira em Paris, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, destacou o potencial do seu país para a cooperação energética e ofereceu sua ajuda para acabar com a guerra na Ucrânia, embora não tenha respaldado a aplicação de sanções contra Moscou.
Em meio ao conflito dentro do partido governista - entre os que se posicionam com o presidente e os que apoiam a ala da vice-presidente Cristina Kirchner -, o chefe de Estado argentino buscou nos últimos quatro dias impulsionar as exportações argentinas, especialmente de energia e alimentos.
Tanto perante o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, quanto diante do chanceler alemão, Olaf Scholz, Fernández concordou em fortalecer a cooperação no setor estratégico do lítio e destacou as possibilidades da Argentina como fornecedora de gás líquido e também no desenvolvimento de hidrogênio verde.
Durante sua visita a Madri, o presidente argentino também se encontrou com o rei da Espanha, Felipe VI, com quem teve um encontro privado no qual trocaram impressões sobre o estado das relações bilaterais e outros assuntos atuais.
Nesse sentido, a guerra na Ucrânia ocupou uma parte central da viagem, como aconteceu nesta sexta-feira no encontro de Fernández com o presidente da França, Emmanuel Macron, a quem cumprimentou efusivamente, refletindo a sintonia pessoal que os une.
"Estamos unidos (com Macron) por uma visão humanista e integradora da política e, se pudermos fazer algo para acabar com o ataque russo e restaurar a paz na Ucrânia, o faremos. Sou daqueles que acredita que o mundo hoje precisa de mais proteína, mais comida, não mais mísseis", disse o presidente argentino em comunicado antes da reunião.
"A última coisa que o mundo precisa é de uma recessão. Não aguenta mais mortes, nos colocamos à disposição para ver como podemos ajudar da América Latina para que o mundo recupere a paz", acrescentou.
Em seu breve pronunciamento sem perguntas no Palácio do Eliseu, Fernández não abordou as sanções contra a Rússia de Vladimir Putin, embora na quarta-feira, no encontro com o chanceler Scholz, já tivesse esclarecido que essas sanções "têm repercussões negativas para todo o mundo e também para a Argentina".
Macron, por sua vez, destacou a "amizade" com a Argentina e a sintonia que tem com Fernández, elogiando também o acordo ao qual o país chegou com o Fundo Monetário Internacional (FMI) no final de março para refinanciar o crédito concedido em 2018, no valor de US$ 44 bilhões.
"Temos uma oportunidade maravilhosa de construir juntos um novo projeto", afirmou o presidente francês, que citou setores como defesa, mineração, energia limpa e cultura e educação.
Por último, Fernández aproveitou a ocasião para parabenizar pessoalmente Macron por sua reeleição no último dia 24 de abril, quando derrotou a candidata de extrema-direita, Marine Le Pen.
"Falei recentemente com (o ex-presidente) Lula. Comemoramos seu sucesso eleitoral porque trouxe tranquilidade ao mundo", comentou. EFE
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