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Biden critica petrolíferas e pede que reduzam preços da gasolina

22/06/2022 23h13

Washington, 22 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, voltou a criticar nesta quarta-feira as petrolíferas, as quais acusa de não refinarem petróleo suficiente, e pediu que reduzam o preço do combustível para os consumidores "agora mesmo".

"Nas últimas duas semanas, o preço do petróleo bruto caiu mais de 10 dólares por barril. Normalmente, isso reduz os preços da gasolina em cerca de 25 centavos de dólar por galão (3,78 litros), e ainda assim alguns postos de gasolina baixaram apenas alguns centavos", lamentou Biden durante um pronunciamento sem direito a perguntas na Casa Branca.

O presidente americano fez essas declarações ao pedir ao Congresso de seu país a aprovação de sua proposta de eliminação de impostos federais sobre gasolina e diesel durante os meses de julho, agosto e setembro.

O plano de Biden isentaria temporariamente o imposto de 18 centavos por galão de gasolina e de 24 centavos por galão de diesel cobrado pelo governo federal para financiar, entre outras coisas, a manutenção de rodovias.

Biden argumenta que a forte recuperação econômica do país após a crise provocada pela pandemia permitiria ao governo realizar as obras necessárias à manutenção das autoestradas do país sem necessitar do dinheiro destes impostos.

Não está claro, no entanto, quanto desse montante seria transferido para os consumidores, e os republicanos foram rápidos em descrever a proposta como um "truque" eleitoral que, além disso, serviria apenas para aumentar a inflação já descontrolada.

Em seu pronunciamento de hoje, Biden pretendia enviar uma mensagem aos conservadores, assegurando que o problema dos preços não está na falta de produção de petróleo dos EUA, mas no fato de as petroleiras do país não refinarem o suficiente devido ao fechamento de refinarias durante a pandemia.

Amanhã, a secretária de Energia dos EUA, Jennifer Granholm, se reunirá com executivos de várias dessas empresas, como Chevron e ExxonMobil, para tentar encontrar soluções para a alta histórica dos preços dos combustíveis.

"Vamos perguntar a eles qual é sua capacidade de produção", explicou Granholm durante a coletiva de imprensa diária da Casa Branca, logo após o término do discurso de Biden.

A secretária de Energia também esclareceu que parte do motivo de se reunir com os diretores é para ver como a redução de preços acarretada pela eliminação dos impostos federais poderia ser repassada aos consumidores.

Nesse sentido, Granholm admitiu o receio que existe entre as petrolíferas, especialmente depois das cartas que Biden enviou na semana passada aos executivos de sete dessas empresas exigindo ações "imediatas" para enfrentar o aumento histórico dos preços.

Por isso, destacou que irá ao encontro "sem limites traçados" e que discutirá honestamente com os executivos como transformar os amplos benefícios colhidos por essas empresas em alívio para os consumidores.

Além disso, a secretária de Energia instou essas empresas a reforçar o financiamento de energias renováveis ??e de baixa emissão, como solar ou nuclear, para permitir uma transição energética e evitar a dependência de combustíveis fósseis.

O governo dos EUA culpa principalmente a invasão da Ucrânia ordenada pelo presidente russo, Vladimir Putin, pelo aumento dos preços dos combustíveis, e sustenta que este é o preço que os americanos devem pagar para que a Rússia "não se safe".

O preço do galão de gasolina nos Estados Unidos chegou a US$ 5 em 11 de junho, recorde que ocorreu quando o país vivencia a maior inflação em 40 anos.

Há um ano, em junho de 2021, o preço médio de um galão de gasolina (a medida usada pelos postos de gasolina nos EUA, em vez de um litro) era de US$ 3,07, praticamente dois dólares abaixo do preço atual.

Além disso, em 20 dos 50 estados dos EUA, os preços estão acima de US$ 5 por galão, especialmente na costa oeste do país. EFE