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Biden pedirá ao Congresso a suspensão de impostos federais dos combustíveis

22/06/2022 14h04

Washington, 22 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pedirá nesta quarta-feira ao Congresso do país que suspenda por três meses a cobrança de impostos federais da gasolina e do diesel, em tentativa de reduzir o preço dos combustíveis, que alcançaram patamar recorde neste mês.

Em um comunicado, a Casa Branca informou que o chefe de Estado pedirá hoje mesmo ao Congresso, que é controlado por democratas, que retire de maneira temporária a taxação em US$ 0,18 (R$ 0,93) por galão de gasolina (3,78 litros); e de US$ 0,24 (R$ 1,24) por galão de diesel.

Em ambos os casos, tratam-se de impostos do governo federal, dessa forma, ainda incidiriam tributos estaduais.

A Califórnia, por exemplo, é conhecida por ter os maiores encargos sobre combustíveis nos Estados Unidos.

Dessa forma, o governo fez um apelo para que os estados também suspendam a cobrança de impostos.

Biden classificou a situação de "única" e justificou o pedido como forma de "dar aos americanos um balão de oxigênio" em momento de inflação elevada.

A suspensão dos impostos federais, que precisará ser aprovada pelo Congresso para se tornar efetiva, ficaria em vigor nos meses de julho, agosto e setembro, que coincide com as férias de verão de crianças e adultos.

Apesar da solicitação de Biden, não está claro que a medida terá votos suficientes no Congresso, já que existem dúvidas, tanto no Partido Democrata, quanto no Republicano, de oposição.

O presidente pedirá que seja garantido que a suspensão de encargos não terá efeito sobre os fundos destinados à construção, funcionamento e reparo de rodovias e ao transporte público.

Normalmente, o dinheiro que financia esses serviços e setores, é obtido através da cobrança de impostos.

No último dia 11, o preço do galão de gasolina nos EUA chegou a US$ 5 (R$ 25,81), um recorde registrado quando o país atravessa a inflação mais elevada em 40 anos.

Um ano atrás, o preço médio do galão girava em torno de US$ 3,07 (R$ 15,84). EFE